23 fevereiro 2007

Meu calouro é cidadão!


Época de início das aulas nas Universidades de todo o Brasil, e sempre vêem a tona a polêmica sobre os trotes que os veteranos aplicam nos calouros. O trote foi criado para que os novos alunos conhecessem os mais velhos, e com isso criasse uma interação maior entre o pessoal do curso, mas com o passar do tempo a coisa se desvirtuou e muito.

Quando entrei na Faculdade de Direito não sofri trote, no máximo paguei uma cerveja para os veteranos, mas também sentei na mesa e tomei junto, foi divertido, e também escreveram “bixo” na minha testa, algo natural e aceitável.

Já na Faculdade de História não foi nada engraçado. Humilhante! Apesar de não gostar da brincadeira, aceitei e respeitei, afinal, não ia me indispor com os veteranos logo na primeira semana. Façamos justiça, não foram todos! Sem falar que tal ato é crime, art. 146 do CP.

Sou a favor de um trote cidadão, onde os calouros possam fazer alguma boa ação em prol da sociedade, mesmo que não represente muita coisa, como coleta de alimentos e roupas para família necessitadas, livros para a faculdade ou então para alguma biblioteca pública, doação de sangue e etc...

7 Comentários:

Às 23/2/07 2:49 PM , Anonymous Nayara disse...

Oi Veterano..
realmente legal as idéias de integração entre veteranos e calouros...espero que saiam do papel.. rsrs
Bjss ;)

 
Às 23/2/07 3:16 PM , Anonymous catatau disse...

Poxa, nunca entendi a frescura da calourada de uns 10 anos pra cá. Não sou mto velho, mas posso dizer q estou então na 'geração antiga', onde as brincadeiras eram liberadas.

Acho isso muito positivo, especialmente para que os calouros assumam a própria ignorância quando entram para a faculdade. Isso é bastante salutar, para não acreditarem que estão com o rei na barriga só pq passaram no vestibular. Nos calouros que não receberam trote, pode-se ver o quanto isso é ruim: não assumem a posição de alunos, e pelo comportamento já se declaram mini-profissionais. Claro, não estou falando de humilhação, mas de brincadeiras que podem, sim, ser de sujar o colega ou passar batom, ou coisas do gênero.

Obviamente, os calouros de hoje em dia não concordarão. Já estão com o rei na barriga... ;)

 
Às 23/2/07 5:33 PM , Anonymous Márcio Pimenta disse...

Fala veterano! Quero agradecer a parceria neste 1 ano de blog.

Abraços!

 
Às 24/2/07 11:15 AM , Blogger Carlinha disse...

Nas duas faculdades não participei de trotes (seja recebendo ou fazendo). Talvez sinta falta. Mas, como corria o risco de não ser nada saudável, preferi faltar.
Beijos!

 
Às 24/2/07 6:01 PM , Anonymous Fernando Soares Campos disse...

Cássio, eu não seria tão tolerante com os veteranos da sua Faculdade de Hístória. Você, tenho certeza, não "respeitou", apenas tolerou, é bem diferente. Respeito deveriam ter eles, fazendo um trote que realmente acrescente alguma coisa, como a reunião com os novos colegas da Faculdade de Direito. Sou a favor do trote, mas, antes disso, sou favorável ao respeito, à alegria, às boas-vindas com dignidade e não descarregando frustrações, que é isso que nos parece estar acontecendo nos trotes que fazem por aí.

 
Às 25/2/07 6:06 PM , Anonymous Giiii disse...

Pois é Cássio..acho que não devemos exagerar como nossos veteranos até pq não tô nem um pouco disposta a ter q humilhar nossos "bichinhos"(pois isso eu ñ acho certo)e depois ter q limpar toda a a sujeira da facul..mas sou a favor do trote sim...e sei que vc tbém é..mas da forma como ele vem sendo aplicado...não fazer o trote implicaria criar, de certa forma uma categoria de calouros frustados... pois querendo ou não eles já vêm pra facul esperando por algo..ou seja se preparam pro pior e quando chegam não tem nada..isso de certa forma frusta..mas acho que é uma questão de cultura...enfim no trote cabe sim a diversão e o respeito, ou pelo menos deveria caber....bjoo

 
Às 27/2/07 8:48 AM , Anonymous Katia disse...

Olá Cássio! Estou totalmente de acordo com você, e também me senti um tanto humilhada.
Espero que todos os veteranos de história da FAFIPA tenham essa mesma opinião, e com isso possamos fazer um trote diferente, com dignidade e respeito.
Beijos!

 

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