31 julho 2006

O Interesse Social na Reforma Agrária:

A questão da Reforma Agrária é das mais polêmicas, uma vez que, envolve o interesse dos donos do Poder que manipulam ao seu bel prazer, tanto o ordenamento jurídico, quanto o político/administrativo.

A discussão desse tema é colocada pelos detentores da mídia como sendo de conotações ideológicas de extrema esquerda, de comunistas ou afins, com o objetivo de sufocar a discussão e com isso impedir que a população veja a sua real situação e conheça o motivo pelo qual uns têm tanto e outros tão pouco.

A maior importância da Reforma Agrária está, conforme palavras da Professora Melhem Adas sobre a concentração de terras nas mãos de uns poucos proprietários:

“essa situação não só permanece nos dias atuais, como também ganhou novas proporções, contribuindo ainda mais para manter e expandir o estado de pobreza, miséria e fome das populações do Terceiro Mundo. As contradições entre a estrutura fundiária e a fome se tornaram mais profundas”.[1]

Com o crescente aumento da população mundial, tornou-se a principal necessidade do mundo, a produção de alimentos. Ocorre que nos últimos anos a concentração de renda e de terra na mão de uns poucos privilegiados aumentou consideravelmente, contribuindo com a miséria, marginalização e conseqüente violência praticada nos grandes centros urbanos, que sem estrutura para tanto, receberam contingentes consideráveis de expropriados do campo.

Nas palavras de José Graziano:

“o trabalhador sai do campo e como trabalhador rural vem ser bóia-fria favelado; ou vai ser trombadinha, prostituta etc. Essa é a ambição fundamental da reforma agrária brasileira: dar ao trabalhador rural a condição de ser gente, de ser cidadão brasileiro. Da maneira como está, ele nunca vai ser um operário, ele não vai ser nunca um urbano”.[2]

Assim, o interesse primordial na Reforma Agrária é garantir ao brasileiro a oportunidade de uma vida digna para si e para sua família. Tendo um pedaço de chão, o trabalhador poderá mais facilmente prover o sustento de sua família, sem que para isso precise submeter-se a insegurança dos grandes centros urbanos.

Tema de grande discussão é o que versa sobre o conceito de produtor rural. Muitos criticam a Reforma Agrária, com o argumento de que a mesma é feita também em favor de pessoas que não são do campo e que nada têm a ver com o mesmo.

Ocorre que a questão social existente no Brasil de hoje, não nos permite pensar na Reforma apenas para o produtor rural expropriado. Senão, veja-se: o trabalhador quando sai do campo e vai para a cidade em busca de melhores condições de vida, para prover o sustento de sua família, precisa sujeitar-se a qualquer tipo de trabalho que lhe apareça, não podendo dar-se ao luxo de escolher ocupação, ou em plena selva urbana, em uma favela ou pequena casa de conjunto habitacional, manter a sua criação de aves ou mesmo qualquer a forma de plantação.

Por isso, dizer que esse cidadão não tem mais vínculo com a terra é de uma covardia tremenda por parte daqueles que não querem ver concretizado um Brasil mais justo e igual. Assim, há que se dizer, mesmo que passadas algumas gerações, essa família ainda tem sua raiz no campo. "Jogar pedras no MST é fácil, e até louvável, só não resolve o problema do qual ele é apenas a conseqüência".

[1] ADAS, Melhen. A Fome: Crise ou Escândalo. São Paulo: Moderna, 1988. p. 49.
[2] STROZAKE, Juvelino Jose. A Questão Agrária e a Justiça. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2000. p. 187.

28 julho 2006

Chaves é Cultura!

Sem entrar no mérito da discussão sobre o que é Cultura, mas com toda a certeza, assistir Chaves é um excelente programa.

Um seriado mexicano, gravado no final da década de 70 e inicio dos anos 80, com cenário tosco, figurinos idem, com poucos efeitos especiais, e ainda assim muito mal feitos, mas que cativou e continua cativando uma legião de brasileiros.

Mas qual o segredo do sucesso? Mesmo já tendo assistido a todos os episódios mostrados pelo SBT, não me canso de me deliciar com tamanho divertimento. Porque? Também não sei. Talvez seja porque é um humor não apelativo, simples, que beira o extremo do ingênuo, seus atores não possuem aquele padrão de beleza hollywoodiano e por isso é mais fácil nos identificarmos com eles. E o Chapolin então? O nosso herói trapalhão, medroso, que só consegue resolver os problemas por acaso.

Frases eternas estão nas mentes de muitas pessoas: “ah! conta tudo pra sua mãe Kiko!”; “Pois é, pois é, pois é...”; “Não se misture com essa gentalha!”; “Oh! e agora quem poderá nos defender?”; “Não contavam com a minha astúcia!”; “Tá bom mas não se irrite!”; “Todos os meus movimentos são friamente calculados!”, etc, etc, etc...

Alguns episódios inesquecíveis, como o da reforma na vila, e o pessoal todo na casa do Sr. Barriga; a bola quadrada; a viagem à Acapulco; a maquina de lavar e passar que a Dona Florinda comprou, os churros, sem falar na Escolinha, no Restaurante da dona Florinda, a chuva de Aerólitos, e por aí vai...

E os personagens inesquecíveis? O Jaiminho sempre querendo evitar a fadiga, a Bruxa do 71 e sua casa que nunca foi mostrada por dentro, o Prof. Girafales sempre com seu buquê de flores em troca de uma xícara de Café, o Sr. Barriga que chega na vila e é recebido com uma pancada pelo Chaves, o seu Madruga sempre apanhando da Dona Florinda e fugindo do Sr. Barriga, e o Conde Terra Nova, Tripa Seca, Pirata Alma Negra, Quase Nada...

É, eu era feliz e não sabia! Porque todo este saudosismo agora? Na madrugada de sábado para domingo, após uma festa, fui comer um lanche com meus primos e amigos, e eis que na TV está passando nada mais nada menos que o Chaves, e olha que era 05:30 da matina, foi o melhor lanche que eu já comi.

Meu filhos vão assistir o Chaves e o Chapolin, se até lá o SBT não passar mais o seriado, vou comprar uma coleção de DVD e passar para eles, afinal, Chaves é Cultura! “com toda a barriga senhor certeza” e “sigam-me os bons!”.

27 julho 2006

O amor entre EUA e Israel...

Israel é quase que um estado da República Estadunidense, pelo menos assim é tratado pelo todo poderoso Estados Unidos da América.

Desde 1967, Israel vem recebendo ajudas anuais em dinheiro por parte dos estadunidenses. Tal ajuda chega a cerca de US$ 3 bilhões por ano, ou seja, US$ 500,00 anuais por habitante israelense, nem a URSS tratou tão bem os cubanos.

Jamais os Estados Unidos moveram uma palha sequer para impedir que seus aliados judeus desenvolvessem armas nucleares, sendo que atualmente estima-se que Israel possua mais de cem ogivas. Ao mesmo tempo, paises do “eixo do mal” como Irã e Coréia do Norte são impedidos de desenvolverem seus programas.

Desde 1982, os estadunidenses vetaram 32 resoluções do conselho de segurança da ONU contra Israel, detalhe, mais do que a soma de veto de todos os integrantes do conselho no mesmo período.

Os atentados suicidas feitos pelos palestinos à Israel sempre foram condenados pela Casa Branca, no entanto, sempre fez vista grossa as atrocidades promovidas pelos israelenses na Faixa de Gaza. Sem falar que a colonização da Cisjordânia, foi financiada a fundo perdido com dólares estadunidenses.

E porque tudo isso? Minhas suspeitas de que o Estado de Israel não passa de um fantoche conduzido pelos Estados Unidos, visando apenas a existência de um aliado no Oriente Médio, uma ilha cercada de Árabes por todos os lados, onde os Yankes podem testar suas armas e manter bases militares.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo –26/07/2006 – fl.02.

26 julho 2006

Ore baixo... Jesus não é surdo!!!

Navegando pelo mundo do Orkut, encontrei uma comunidade exatamente com este nome, e claro, me identifiquei na mesma hora e já estou participando. A foto é de uma igreja Universal, e sua descrição parece um ataque a aquela igreja, algo que eu não concordo, pois também alguns Católicos da Renovação Carismática apelam em algumas missas que mais parecem shows.

“E quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam seu galardão.
Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu pai que está em oculto; e teu Pai que vê secretamente, te recompensará.”
(Mateus, Cap.06, 5-6)

O sermão da montanha é muito esclarecedor, e esta passagem é uma resposta a todos aqueles que querem “se aparecer”, seja nas missas, seja nos cultos. Penso que o encontro com Deus não se faz no barulho, na algazarra, mas sim no silêncio, no seu interior.

E você, como tem agido para expressar a sua fé? Como Jesus ensinou ou como o "animador" manda?

24 julho 2006

Cuidado! a Venezuela se arma.

Muito se falou sobre as recentes aquisições venezuelanas, são 22 caças, 30 helicópteros e 100 mil fuzis, um verdadeiro arsenal de guerra. Será?

Mas tais comentários são no mínimo oportunistas, para não dizer mentirosos. Esquece-se de mencionar que somente o Estados Unidos da América possuem, sozinhos, mais da metade de todo armamento mundial. Isso ninguém reclama.

A Venezuela não pode se armar para defender suas fronteiras e seus interesses. A Coréia do Norte não pode desenvolver mísseis para garantir a sua soberania. O Irã não pode ter armas nucleares para se proteger de Israel. A Bolívia não pode lucrar com suas reservas de Gás e Petróleo.

São dois pesos para a mesma medida. Somente algumas potências podem comandar o mundo. Somente os EUA podem ter a Base de Guantánamo e torturar seus presos, já para os outros países isso é crime de guerra. Saddam matou milhares e foi condenado, mas Bush pode matar quantos cidadãos quiser que não tem problema.

Caros leitores, chega de comprar a notícia como ela nos é passada. Chega de acreditarmos piamente na Globo, Veja, Folha de S.P ou mesmo no Diário do Noroeste, vamos fazer um reflexão e as famosas quatro perguntinhas de Marc Bloch, “Quem escreveu? Quando escreveu? Porque escreveu? E para quem escreveu?”, e viva o método histórico crítico.

21 julho 2006

Uma guerra sem fim!

Todos estão acompanhando no noticiário os ataques de Israel ao Líbano e à Palestina, sob o pretexto de resgatar soldados israelenses seqüestrados, pois bem, o problema não é só este.

Quando depois da Segunda grande Guerra, alguém teve a brilhante idéia de construir/estabelecer um estado Judeu no Oriente Médio é que teve início toda essa confusão.

Os judeus, muitos e muitos séculos atrás foram expulsos de sua “Terra Prometida” e passaram a ser cidadãos do mundo, peregrinos, estabelecendo-se em vários países e se adaptando às mais diversas formas de organização social, sem com isso deixar de lado sua crença e sua agiotagem.

Após a Segunda Guerra, o mundo compadeceu-se dos Judeus, os “coitadinhos” da questão, e como dito, alguém teve a “brilhante” idéia de erguer um estado de Israel em territórios alheios. Isso mesmo, dividiu-se a Palestina em duas, metade para os Árabes e metade para os Judeus. Milhares migraram de todos os cantos do mundo para o Estado de Israel, o que provocou a ira de diversos países vizinhos, o que era natural.

A partir deste momento, Guerra é palavra corriqueira no vocabulário daquele lugar do mundo. Em 1956 Israel ataca o Egito; em 1967, sob o pretexto de estar-se defendendo de futuros ataques guerrilheiros, mira seus mísseis contra o Egito, Síria e Jordânia, conhecido como “Guerra dos Seis Dias” acaba com a vitória de Israel e a conquista da famosa Faixa de Gaza, desde então a Paz é buscada em reuniões.

Ainda existe a questão religiosa, as três maiores crenças (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) nasceram no mesmo local, aquela terra é santa para diversos povos. Inclusive os Católicos já tentaram liberta-las das mãos dos muçulmanos, utilizando-se até de crianças nos frontes de batalha.

Outro problema é a água. É fácil observar que aquelas terras não são muito férteis, e muitas guerras são travadas visando o controle de regiões montanhosas e com boas nascentes de rios, o que é fundamental para a sobrevivência.

Portanto, mais que míseros soldados, esta é uma Guerra eterna, sem fim, que é culpa única e exclusivamente de quem teve a idéia de reerguer o Estado de Israel onde este não mais existia. Há quem diga também que esta criação visava apenas a estabelecer uma ilha de influência estadunidense e inglesa no mundo Árabe, e portanto, justifica-se a cega defesa destes países a um dos lados. E a ONU o que faz?

20 julho 2006

O Sociólogo Marcola!

Não sei precisar se a Entrevista a seguir procede, uma vez que a recebi por e-mail e não existia link para confirmar a informação. No entanto, a análise da situação e da sociedade é simplesmente perfeita, vale a pena ler.

O Globo - Você é do PCC?
Marcola - Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível... vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias... A solução é que nunca vinha... Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas... Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... Nós somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto... Leio Dante na prisão...

O Globo - Mas... a solução seria...
Marcola - Solução? Não há mais solução, cara... A própria idéia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC...) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios...) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.

O Globo - Você não têm medo de morrer?
Marcola - Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês Não podem entrar e me matar... mas eu posso mandar matar vocês lá fora... Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba... Estamos no centro do Insolúvel, mesmo... Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala... Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói"? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha... Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante... mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas "com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

O Globo - O que mudou nas periferias?
Marcola - Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório... Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas"... ha, ha... Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

O Globo - Mas o que devemos fazer?
Marcola - Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a guerra". Não há perspectiva de êxito... Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí... Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas... Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha",daquelas bombas sujas mesmo... Já pensou? Ipanema radioativa?

O Globo - Mas... não haveria solução?
Marcola - Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco... na boa... na moral... Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês... não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: "Lasciate ogna speranza voi che entrate!" Percam todas as esperanças.

19 julho 2006

A Lista...

Foi divulgada pela CPMI dos Sanguessugas, a lista dos cinqüenta e sete Deputados e do único Senador investigado no caso da compra superfaturada de Ambulâncias. Pois bem, a lista é bem eclética e possui os seguintes:

PTB: 13 deputados;
PP: 13 deputados;
PL: 10 deputados;
PMDB: 4 deputados e 1 senador;
PFL: 4 deputados;
PSB: 4 deputados;
PSDB: 3 deputados;
PRB: 2 deputados;
PPS: 1 deputado;
PSC: 1 deputado.

Alguém aqui percebeu a ausência do PT? Após o escândalo perpetrado por Roberto Jefferson, do PTB, o partido que mais tem suspeitos de envolvimento nos sanguessugas, o PT passou a ser o pior partido do Brasil, sinônimo de corrupção e malvadezes. Muitas piadinhas tivemos que agüentar. Mas e agora, porque nenhum petista está envolvido com isso? Será que o PT se regenerou? Ou será que o PT nunca errou?

A resposta é: os dois! Acontece que como em todo lugar, existem pessoas e pessoas. Em todo partido existem pessoas honestas, como também existem desonestas, pessoas preparadas e despreparadas. O que não se pode é generalizar, dizer que todo petista recebe mensalão, porque eu nunca recebi e meus companheiros idem. E a questão dos sanguessugas vem provar que a corrupção não é rotineira no PT.

17 julho 2006

Nossos Deputados e a Educação!

Bem, como o último post foi sobre educação, aqui no Paraná a APP (Associação dos Professores do Paraná), está a anos na luta por melhores salários para os profissionais da educação no estado, que têm seus salários congelados desde 1994, quando Jaime Lerner (PFL) assumiu o governo do Estado.

Requião (PMDB), então candidato em 2002 pela oposição soube bem explorar este filão e prometeu que se eleito, daria a reposição salarial, que não é aumento, aos professores. Mas o tempo passou, e nada, precisou o Deputado Estadual André Vargas (PT) apresentar um projeto na Assembléia Legislativa para conceder a reposição salarial. Pois bem, a reposição foi aprovada, e agora segue para sanção ou veto do Governador. Segue em anexo a lista dos Deputados que faltaram a seção, tentando fazer com que o projeto não fosse votado e com isso indo contra o direito dos nossos Professores:

Alexandre Curi (PMDB)
Antonio Anibelli (PMDB)
Artagão Junior (PMDB)
Augustinho Zucchi (PDT)
Carlos Simões (PTB)
Cesar Seleme (PP)
Cleiton Kielse (PMDB)
Dobrandino da Silva (PMDB)
Edson Luiz Strapasson (PMDB)
Geraldo Cartário (PMDB)
José Domingos Scarpellini (PSB)
José Maria Ferreira (PMDB)
Luiz Accorsi (PSDB)
Luiz Fernandes Litro (PSDB)
Luiz Nishimori (PSDB)
Mauro Moraes (PL)
Miltinho Pupio (PSDB)
Nelson Garcia (PSDB)
Nelson Justus (PFL)
Nereu Moura (PMDB)
Pedro Ivo (PT)
Rafael Greca (PMDB)
Ratinho Junior (PPS)
Renato Gaúcho (PDT)

Muitos destes estarão em nossas cidades fazendo campanha e pedindo o nosso voto, qual vai ser a sua atitude?

Fonte: http://www.app.com.br/portalapp/noticia_conteudo.php?id=687

14 julho 2006

Nossas crianças já estão na escola...

... Só falta elas aprenderem!

Esta é a trágica conclusão a que chegamos. E não precisamos ir muito longe para verificarmos esta situação.

Nos anos de governo FHC, a universalização do ensino público foi atingido com grande êxito, até porque esta era requisito essencial para a aquisição de empréstimos junto ao FMI e demais financeiras internacionais, mas esqueceram-se de um grande detalhe, a qualidade do ensino!

Vários são os motivos: Sucateamento da rede pública de ensino, escola caindo aos pedaços, sem materiais didáticos, sem laboratórios condizentes. Professores mal preparados e muito mal pagos, que além de agüentar travessuras mil em sala de aula, ainda são obrigados a trabalharem os três períodos para poderem pagar as contas de casa.

Mas os atuais professores, em especial da rede municipal, mal têm formação própria, quiçá capacidade para comandar uma sala de aula com quarenta crianças. Estes professores já são as primeiras vítimas do sistema se ensino falido e ultrapassado.

Os conteúdos estão fora de moda. As aulas não atraem a atenção dos alunos. Ensina-se sobre o caule de uma planta e propriedades químicas, ou seja, algo muito longe da realidade do aluno. Não se forma a criança para ser um cidadão, mas apenas um mero reprodutor de conhecimentos. Não se incentiva à indagação, mas sim ao conformismo.

Nossas crianças são educadas para serem bons funcionários de multinacionais. Quem nunca ouviu a frase: “Estude para arrumar um bom emprego!”, quando na verdade a educação deveria ser um instrumento para libertação deste ciclo de exploração.

Recentemente o MEC tornou obrigatórias as disciplinas de Sociologia e Filosofia no Ensino Médio, quem sabe agora as coisas comecem a melhorar. Chega de fórmulas prontas. Chega de contas matemáticas (não tirando o mérito de tais disciplinas). É hora de formarmos pessoas críticas e independentes, que possam ser os futuros condutores da nação.

13 julho 2006

Escândalo, escândalo!

Porque ninguém encampou a notícia ainda? Isso é um absurdo, um total abuso de poder. Cadê a Veja? Cadê a Rede Globo? E as CPIs que ainda não estão funcionando?

É deprimente como apenas algumas coisas viram manchetes. Tudo depende do interesse do momento. Para quem serve a notícia? Minha Monografia será sobre este assunto, então em outra oportunidade me reporto sobre isso. Mas vamos aos fatos.

“PFL vincula liberação de verba a apoio político”, esta é uma das reportagens dos Estadão de 09/07/2006, oito prefeitos paulistas confirmaram a denúncia de que a liberação de verbas orçamentárias estariam vinculadas a garantia de apoio político nestas eleições à deputados do Partido da Frente Liberal.

O interessante é que tais candidatos negaram os fatos, e disseram que os assessores não estavam autorizados a falarem e negociarem em seus nomes. Até o governador de São Paulo, o peefelista Cláudio Lembo disse que não sabia de nada. Até parece um argumento já conhecido dos brasileiros. Então porque o Lula é culpado e o Cláudio Lembo/Alckimin não?

12 julho 2006

Nova Índia não passa de um mito

Este é o título da reportagem do Estadão do último domingo, que tenta desmistificar a idéia de uma Índia progressiva, de alta tecnologia, em especial na área da informática. A foto que ilustra a matéria é de uma mulher indiana com sua criança de colo, pobre, com um jarro na cabeça e de pés no chão, muito parecida com uma mulher do interior nordestino.

Revistas importantes como a The Economist e a Time, em suas últimas edições tecem elogios à ascendente economia da Índia, e para isso usam o exemplo de indianos bem sucedidos no mundo dos negócios, mas esquecem-se de mencionar que os mesmo são raras exceções e que vivem na Europa, ou seja, bem distante do seu país de nascimento.

No IDH medido pela ONU, a Índia ocupa o 127º lugar, atrás de países como Cuba e Mianmá. A desnutrição afeta metade das crianças indianas, e o analfabetismo atinge 61% da população. Apenas 1,3 milhões de indianos, de uma população economicamente ativa de 400 milhões é que estão empregadas. O boom empresarial está longe de atingir toda a Índia. Nas pequenas cidades indianas, crescem a influência de milícias comunistas.

É engraçado como a história se repete. Vende-se para os indianos a utopia capitalista de que o trabalho assalariado é o único meio de se ficar rico. Mas na realidade, somente os detentores do capital especulativo internacional é que lucram com a pobreza indiana e com o baixo custo da mão-de-obra.

11 julho 2006

Petista desde criancinha...

Muita gente se espanta quando fica sabendo que eu sou petista. Parece até que é um crime isso. Mas ninguém escolhe ser petista, isso acontece naturalmente, é amor a primeira vista, ao primeiro contato. Não fui eu quem escolheu ser petista, mas foi o PT quem me escolheu.

Venho do seio de uma família conservadora, meus tios e tias sempre votaram e apoiaram os candidatos da direita, tenho um tio filiado ao PFL até hoje. Meu primeiro contato com o PT foi em 1989, naquela eleição presidencial, eu tinha apenas 07 anos.

Eu amava ver as propagandas eleitorais, ficava vidrado na frente na TV, e não sei porque, um certo homem barbudo me cativou, aquelas imagens dos seus comícios na praça da Sé, uma multidão de gente gritando “Lula-lá”, seu jeito simples de se expressar, o povo vibrando, aquelas bandeiras vermelhas com uma estrela no centro, enfim, foi amor à primeira vista.

Tinha uns parentes que moravam em São Paulo, e consegui uma estrelinha. Foi o máximo. Andava direto com ela no peito. Consegui também alguns cartazes e santinhos. Pensa numa pessoa que distribuía para todos os parentes, até colava cartazes na casa deles, que óbvio, arrancavam na hora. Queria muito assistir aquele fatídico debate da Globo, mas o sono me venceu naquela noite. No dia da eleição eu saí na rua todo empolgado, achando que o Lula ia vencer, fui até acompanhar a apuração das urnas aqui em Nova Londrina.

A partir daquela eleição eu comecei a acompanhar mais. Sempre procurava saber quem eram os candidatos do PT, a Governador, Senador, Deputados, enfim, o PT me conquistou.

Na escola também era engraçado, aqui a cidade é pequena, portanto bem conservadora, de proprietários rurais, então é óbvio que a maioria tem medo de petista, e meus colegas de classe também tinham. Eu sempre defendi e debati, era cômico porque todo mundo repetia o que ouvia em casa, e eu fala o contrário.

O tempo foi passando, vieram as eleições de 1994, 1998, e eu ainda participativo, atuando, entrei no ensino Médio, as coisas foram ficando mais sérias, e pena que aqui em Nova Londrina não existia ainda o diretório municipal do PT.

Professores meus fundaram o partido, e óbvio que me convidaram para participar, e acho que em 1999 ou 2000 me filiei, e desde então o que era namoro transformou-se em casamento. Diversos encontros estaduais, reuniões, até em Brasília eu já fui por causa da militância. Teve um encontro em Ponta Grossa/PR que exemplifica o que é ser petista: o pessoal reunido o fim de semana em um seminário, quem acordava primeiro já ia fazer o café, todo mundo ajudava a limpar o lugar, varrer, fazer o almoço, o lixo era separado para reciclagem, tinha vários jornais do dia para serem lidos, nos intervalos das reuniões tinha sempre uma rodinha de violão, enfim, parecia mais umas férias que um encontro partidário, devido ao clima de informalidade existente.

Ser petista é defender não só o socialismo, mas também as minorias, os pobres, os menos favorecidos pela sorte ou pelo sistema, os deficientes, os homossexuais, os analfabetos, os sem-terras, é acreditar na igualdade entre os seres humanos. Ser petista é amar o partido, os companheiros são companheiros mesmo, cria-se um vínculo de amizade entre as famílias.

Infelizmente algumas pessoas traíram o restante dos companheiros, mas isso não muda a relação dos verdadeiros petistas para com o partido. Posso dizer que estou desde 1989 na militância, e não é porque alguns dirigentes erraram que eu vou abandonar o barco. Muito pelo contrário, vou tentar concerta-lo e coloca-lo no rumo novamente. Sempre fui petista, e sempre vou ser, não me vejo em outra sigla, não sou como uns e outros que pensam somente no próprio umbigo e mudam de partido como mudam de roupa. Tenho minha ideologia partidária, acredito que o Brasil precisa de partidos fortes.

Mesmo com os problemas, a base continua unida, na busca de um país melhor para se viver. Os criminosos pagarão por seus atos na justiça, e mais uma vez a militância vai mostrar sua força nas ruas, “sem medo de ser feliz!”

10 julho 2006

Você vai ler?

As vezes eu fico pensando se não é inútil tudo isso que eu escrevo aqui no Blog, são quase 1.500 visitas registradas, mas poucos são os comentários. Muitas pessoas entram apenas para “dar uma olhada” e fazer um social com a visita. Os textos são um pedaço de mim, e parece que poucos é que percebem isso, sempre são textos curtos, justamente para não deixar cansado quem for ler, mas parece que é em vão.

Isso só serve para comprovar as teses sobre analfabetos funcionais, aqueles que lêem mas não conseguem entender o que está escrito, e por isso não emitem opinião, ou simplesmente dizem que não gostaram. Pior ainda são os que tem preguiça de ler.

Mas acredito que a grande contribuição que este Blog está me dando é a cada dia mais conhecer novos companheiros blogueiros e também ir praticando a arte da escrita, emitindo minha opinião sobre vários assuntos, enfim, me fazendo pensar. Se você não está lendo os textos, não sabe o que está perdendo!

06 julho 2006

A vida imita a arte! Ou vice-versa?

Era uma vez, (credo, era uma vez?) uma moça linda, a mais bonita do lugar, seu corpo perfeito, ar angelical, “onde ela pisava nasciam flores e os passarinhos cantavam a sua volta”, todos a cobiçavam, todos sonhavam em tê-la em seus braços. Mas ela casou-se com um homem feio, o mais feio do lugar, era manco o coitado, mas também, o mais inteligente daquele povoado, diversas invenções ele fazia para melhorar a vida de todos. A linda moça não era tão meiga assim, traía o seu apaixonado marido com o guerreiro mais forte, mais bonito, e mais cobiçado pelas mulheres daquela comunidade, e com ele tive dois filhos.

Tudo bem, a estória pode parecer um tanto quanto boba, mas não é uma qualquer, a linda moça é Afrodite, a deusa grega do amor, o seu marido é Hefesto, o deus grego das artes manuais, o amante é Ares, o deus grego da guerra.

Interessante como a vida imita a arte! Ou será que a arte é quem imita a vida? Somos uma representação dos deuses, criados a sua imagem e semelhança! Ou será que os deuses é que são uma representação dos homens, criados a nossa imagem e semelhança?

05 julho 2006

A primeira vez a gente nunca esquece...

Calma gente, não vão pensando besteiras. Não é nada disso! Se bem que isso que vocês estão imaginando também é inesquecível, mas eu estou falando de outra coisa. Foi a primeira vez que tive algo realmente publicado. Uma sensação um tanto quanto estranha para mim.

Na cidade vizinha aqui de Nova Londrina, chamada Marilena, existe um “jornalzinho” mensal, o Renascer, que é editado por um conhecido meu, que inclusive faz Faculdade de história, está no terceiro ano. Pois bem, um certo dia, passei o endereço deste Blog para ele dar uma olhada, sem maiores pretensões de minha parte.

Ontem, estava eu na mecanografia da Faculdade e ele me chega para entregar o exemplar deste mês, agradeci como sempre e enquanto esperava para ser atendido fui folheando o Jornal. Qual não foi minha surpresa que lá encontrei dois posts deste Blog publicados!

No momento eu quase “caí das pernas”, fiquei surpreso, atônito, mas depois fui refletindo e até comecei a gostar da idéia. Só achei estranho que por nos encontrarmos diariamente nos corredores da Faculdade, ele bem que poderia ter me avisado que sairia algo publicado, eu não iria me opor. Mas também sei que a partir do momento em que publico algo no meu Blog, isto se torna público, e qualquer um pode “pegar” o texto e publicá-lo em qualquer lugar, desde que indique a fonte, o que diga-se, foi feito com grande maestria.

Enfim, meus professores nos incentivam a sempre estarmos produzindo algo, publicando algo, e concordo que isso é sim muito importante, e espero que tenha sido o primeiro de muitos, se bem que o Blog não é nada científico, são apenas opiniões. Ah! Quais foram os textos publicados? A comparação entre o Governo Lula e FHC, que ocupou uma página inteira do Jornal, e o texto sobre o Sábio Chinês, Sofia e Vc...

04 julho 2006

"O primeiro que..."

Nos primórdios da civilização, o homem vivia em bandos, sendo desconhecida qualquer forma de organização social neste período. Estes homens, denominados pré-históricos, eram apenas coletores de alimentos e sobreviviam da caça, pesca e coleta de frutos.

Conforme salienta Rubim Santos Leão de Aquino, em sua obra História das Sociedades “à medida que começaram a cultivar plantas e a domesticar animais, tornaram-se produtores de alimentos, ou seja, passaram a ter o controle sobre o abastecimento de sua alimentação”[1], assim, o homem não ficaria mais sujeito aos percalços das coletas, causando uma verdadeira “Revolução Agrícola” como cita o referido autor. Ainda, nesse período histórico, toda a produção agrícola era um bem comum, coletivo.

Devido a essa chamada Revolução, ocorre nesse período uma reorganização econômica da sociedade, graças aos excessos produzidos na agricultura, originando também um aumento populacional, dando origem às primeiras cidades.

No entanto, já naquela época em que a humanidade engatinhava, devido à produção excedente, nas palavras de Rubim de Aquino:

“trouxe consigo a propriedade privada: alguns elementos do grupo, apropriando-se do excedente comunal, puderam também controlar o intercâmbio comercial e, aos poucos, acumular riqueza que lhes permitiu imporem-se aos demais membros da comunidade como dirigentes. [...] A propriedade privada engendrou as desigualdades sociais, ou seja, surgiram as classes sociais e um poder, teoricamente colocado acima deles, como árbitro dos antagonismos e contradições latentes, mas que, na verdade, defendia a propriedade privada e mantinha o status quo social – esse poder era o Estado”.[2]

Com isso, observa-se que a base de toda a desigualdade social existente no mundo e os conflitos pelo acesso a terra tiveram origem já nos primórdios da humanidade, pois como bem define Jean-Jacques Rousseau em seu Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade Entre os Homens:

“o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer ‘isto é meu’ e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes ‘defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém’”.[3]

[1] AQUINO, Rubim Santos Leão de. História das Sociedades, das comunidades primitivas às sociedades medievais. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1980. p. 67.
[2] AQUINO, Rubim Santos Leão de, op.cit., p.72.
[3] ROUSSEAU, Jean-Jacques. Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991. p. 259.

02 julho 2006

Traído...


Sabe quando você compra uma daqueles produtos que prometem mil maravilhas, que vão fazer e acontecer e deixar sua vida mais fácil, mas quando você vai usar as coisas não funcionam tão bem assim? Pois bem, foi assim com a nossa seleção. Nos venderam o sonho do Hexa, tínhamos o melhor time, o melhor jogador, enfim, seríamos campeões fácil-fácil. Mas ontem, me senti traído, humilhado, abandonado. Nosso produto não é tão bom assim, e não funciona como nos diziam que funcionava. Agora sei exatamente o que a torcida do Corinthians sentiu naquele jogo da Libertadores. Abaixo um texto já velho, mas que teve por motivo um momento como este.

Uma social - 05/09/2001

Perdi meu orgulho
Numa noite de calor
Defronte a Tv
Ví a nação perder
Mas quem perde sou eu,
Ou é você,
É apenas um jogo,
Um jogo de prazer

A nação desiludida
Esperando por alegria
Esta nação tão sofrida
De contrastes infinita

O povo aqui sofrido
Pelo governo esquecido
A seca que castiga
Este povo aguerrido

Pobre povo
Pelo governo abandonado
Nosso pequeno salário
Que de miséria vivemos

Mas o que aconteceu?
Esta noite começou perfeita
O país parou,
Para na TV acompanhar
90 minutos de alegria
Que juravam nos dar
Mas é apenas um jogo
E os problemas, vão continuar.

01 julho 2006

Sobre Manipulação e o Drácula!!!

Não sei porque, mas o assunto mensagem subliminar, dominação pela mídia e afins me interessa e muito, talvez porque vivamos num mundo dominado pelos meios de comunicação e não podemos mais viver sem eles.

Outro dia em uma aula de Sociologia, meu professor comentou sobre o que está por traz do personagem do Drácula, o que ele disse pode até ser um paranóia da teoria da conspiração, mas tem fundamento.

_O Personagem foi criado no início do século passado, e representa o antigo Aristocrata, ou seja, um velho que vive num castelo, afastado, como os antigos chefes feudais;
_ Morre de medo do alho, porque? Porque no início do sistema capitalista, somente os pobres comiam alho, ou seja, tem horrores à pobre e a tudo que vem deles;
_ Alimenta-se do sangue. Mas não é qualquer sangue, é o sangue do trabalhador que ele explora!
_ E o pior, só age na noite, na escuridão, na surdina, quando a maioria está dormindo, lá vai ele divertir-se e alimentar-se, bem parecido com os nossos governantes de hoje.

Pois bem, como disse anteriormente, pode ser e até deve ser coisa de quem está procurando tirar água de pedra, mas que é interessante e lembra muito o nosso Tio Patinhas, o qual já me referi em outro texto, ah! Isso lembra.



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