29 junho 2006

Mito e Filosofia...

Os mitos são formas de explicação da realidade, ou seja, a primeira tentativa de entender/compreender a realidade, utilizando-se da imaginação, com explicações sobrenaturais.

Eles eram transmitidos na forma de narrativas, por poetas que seriam os escolhidos dos Deuses para transmitir aos homens tais revelações divinas, e portanto, seriam sagradas, incontestáveis e inquestionáveis. Estas revelações eram principalmente acerca da origem da terra, dos homens, plantas, animais, os porquês das chuvas, do fogo, da morte, da doença, etc.

A Filosofia surge buscando uma explicação racional para os fenômenos que anteriormente eram explicados apenas de forma mitológica. Na medida em quem cada grupo (clã) possuía uma explicação, a Filosofia veio uniformizar esta explicação, e assim, torna-la mais aceita, sob a máxima de que não é preciso algo sobrenatural para explicar algo natural.

Qualquer semelhança entre a Mitologia e o Cristianismo revelado não é mera coincidência.

27 junho 2006

Convenção e Números:

Foi minha primeira convenção estadual. Em Curitiba neste Domingo, mais de um mil companheiros reunidos para o lançamento da Candidatura de Flávio Arns Governador e Gleisi Hoffman Senadora, e foi tudo muito bom. Por mais que as coisas já cheguem lá definidas, o bom destes negócios é o clima, as músicas, os panfletos políticos... mas o melhor mesmo é reencontrar o pessoal, companheiros do estado todo lá reunidos, o pessoal do gabinete de Brasília...

E agora alguns dados importantíssimos comparando o Governo FHC com o Governo Lula:

Número de policiais federais:
FHC: 5.000
Lula: 11.000

Operações da Polícia Federal:
FHC: 20
Lula: 183

Prisões pela Polícia Federal:
FHC: 54
Lula: 2.971
Obs: Estes três primeiros números refletem o compromisso do Governo Lula para com o combate à corrupção e também com a transparência, pelo menos o Governo Lula não impediu as CPIs e a investigação de seus pares, como fez o Governo FHC com o caso da privatizações e da emenda da reeleição, sem falar que Alckmin e sua bancada barraram a criação de mais de cinqüenta CPIs em São Paulo... Se bem que CPI é só fachada e quem investiga mesmo é a Polícia.

Criação de empregos:
FHC: 700 mil
Lula: 3,42 milhões

Média anual de empregos:
FHC: 87,5 mil
Lula: 1,14 milhões

Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:
FHC: 11,7%
Lula: 8,3%

Exportações (em U$)
FHC: 60,4 bilhões
Lula: 103,3 bilhões

Saldo da balança comercial:
FHC: - 8,4 bilhões
Lula: 103,3 bilhões
Obs: Estes últimos números mostram a competência do Governo Lula em relação à política de expansão e inclusão dos produtos brasileiros no exterior, trazendo mais divisas para o país e conseqüentemente mais renda e empregos.

Risco-país:
FHC: 2.400 pontos
Lula: 282 pontos
Obs: O risco-país é a classificação que os investidores fazem acerca da confiabilidade dos país, ou seja, quanto menor o número, mais confiável é investir no país. Não preciso comentar o número né?

Inflação:
FHC: 12,53%
Lula: 5,7%

Divida com o FMI (em U$)
FHC: 14,7 bilhões
Lula: dívida paga
Obs: Muita gente criticou o Governo ter pago a dívida para com o FMI, mas poucos sabem que o pagamento antecipado economiza o pagamento de juros, e libera o País para gastar sua renda em programas sociais.

Empréstimo para habitação (em R$)
FHC: 1,7 bilhões
Lula: 4,5 bilhões

Salário Mínimo (em U$)
FHC: 55,00
Lula: 152,00
Obs: A “promessa” de Campanha está cumprida, a valor de compra do salário mínimo foi sim dobrado.

Aumento do custo da cesta básica:
FHC: 81,6%
Lula: 15,6%

Investimento anual em saúde básica (em R$)
FHC: 155 milhões
Lula: 1,5 bilhão

Taxa básica de juros:
FHC: 25%
Lula: 16%

Bolsa Família:
FHC: 400 mil
Lula: 9 milhões

Enfim, basta comparar. Tirando o problema da corrupção, infelizmente inerte no gene do brasileiro, devido à questões históricas, o Governo Lula contribuiu para a redução das desigualdades sociais existentes no Brasil, e na minha concepção, merece mais quatro anos. “Quem manda é o Povo, LULA de novo!!!”

26 junho 2006

Conchucho

NOVA LONDRINA passa mais uma vez por uma situação que deveria ser um ato democrático que é direito de todos.

Não é a primeira vez que isso acontece, aliás todos os testes seletivos e concursos realizados nessa administração, forma assim na base do Q.I. (Quem Indica). Mas é assim primeiro os parentes, os amigos, os puxa-sacos, se sobrar vaga deixam entrar algum, para não ficar tão transparente o conchucho.

E como fiam aqueles que precisam trabalhar, aqueles que estudam, que pagam?

No presente edital do concurso foram inscritos 636 candidatos totalizando um receita de R$ 18.620. (dezoito mil e seissentos e vinte reais) Será o preço cobrado por essa empresa tão “idônea”?

As voluntárias estão em alta trabalham de graça (recebem por baixo do pano). Mas o concurso aprova todas, em fila “indiana” como das outras vezes.

População Nova Londrinense não se sinta esmagada por essa administração, lute e busque seus direitos.

Obs: É óbvio que este texto com tantos erros de português não é de minha autoria, é anônimo, foi entregue em várias residências de nossa cidade, mas é justamente o que sinto, expressa minha indignação. Fiz o concurso, não queria o emprego, mas foi um experiência muito boa. Fiquei em último lugar, isso mesmo, como “desclassificado”, não é excitante? Hehe... Sem falar que a coisa não é mesmo transparente, nem o gabarito da prova eles soltaram. Como diz o texto, lute Nova Londrina, que sua luta não será em vão!!!

23 junho 2006

Pretensões Políticas:

Algumas várias pessoas já me perguntaram se eu tenho pretensões políticas, ou seja, se eu quero ou vou ser candidato algum dia... vamos lá!!!

Acredito que todo cidadão deve ter pretensões políticas, pois ficar reclamando dos nossos governantes é fácil, mas poucos tem a vontade ou mesmo a coragem de encarar um cargo público. “Ser a pedra é fácil, o problema é ser a vidraça”. Por isso mesmo que sempre participei e sempre pretendo participar das decisões políticas que envolvem minha comunidade, estado e país, afinal, não quero ser o Analfabeto Político de Brecht.

Mas ser candidato? Acredito que eu seria um excelente parlamentar, mas ser candidato é muito complicado, afinal, não são as idéias ou o caráter que fazem a pessoa eleger-se, mas várias outras circunstâncias. Quem está envolvido no sistema sabe do que eu estou falando, ainda mais em cidade pequena, onde se vota porque fulano é amigo ou parente. Além do que, para ser candidato a pessoa deve ser simpática e ficar “adulando” o eleitor, desculpe, mas não saberia ser falso assim...

Enfim, sou filiado, militante, participo das reuniões, das discussões, já fui para vários encontros, até em Brasília, e neste fim de semana estarei na convenção estadual em Curitiba, e acredito que a candidatura futura será inevitável.

Festas Juninas...

No último final de semana, em conjunto com alguns amigos, resolvemos fazer uma Festa Junina, para nos confraternizarmos e também nossos familiares, enfim, foi excepcional.

Todo o pessoal vestido a caráter, cada um levou uma comida típica, teve casamento, quadrilha, bandeirinhas, fogueira, o pessoal falando e andando como “caipira” tudo o que um festa Junina de verdade precisa e merece, e o que eu aprendi com isso?

Precisamos resgatar nossas tradições, olhar mais para nossa cultura, já chega de ficarmos copiando festas e atitudes estadunidenses, vamos festejar o que é nosso, afinal, temos a cultura mais rica do mundo. Tudo bem que concordo com Hobsbawn sobre a “Invenção das Tradições”, mas isso já é outro assunto.

21 junho 2006

MST e Política:

Como todo movimento social de massa que busque a alteração das estruturas arcaicas de uma sociedade, o MST é execrado pela burguesia dominante e rotulado.

Devido à inclinação socialista do movimento, suas referências aos textos de Mao, Fidel, Marx e Engels, a admiração por Che, Zapata e Sandino, o Movimento é hoje visto com olhos de desconfiança por aqueles que têm medo de que a sociedade mude, por isso é hoje o MST criticado e nas palavras de José Carlos Garcia:

“Em regra, o MST tende a ser visto ora como um grupo de desordeiros e baderneiros, ora como um grupo subversivo organizado para a derrubada da democracia, ora ainda como defensor de idéias anacrônicas vinculadas a posições ideológicas historicamente superadas, composto por lideranças oportunistas e militantes de base ingênuos que defendem uma boa causa, mas por meios inaceitáveis”.[1]

Quanto a essas críticas ao movimento, nas sábias palavras de José Garcia:

“As ‘denúncias’ relativas à politização de movimentos sociais são uma tática usual neste país marcado por um baixo índice de participação política, reforçando um certo preconceito popular contra a política. Essa tática de desmoralização articula-se com a cultura tecnocrática amplamente desenvolvida pela ditadura militar segundo a qual a política não deve ser vista como coisa pública, e sim como questão de especialistas oficiais que dominam todas as informações e técnicas pertinentes. A ação coletiva, nesse contexto, é vista como ‘algo nocivo e recriminável, isto é, como subversão, como desordem, como terrorismo. Um discurso que valoriza o isolamento, a individualização, a privatização e que ajuda a apagar a memória das experiências de luta e desfigurar a consciência dos direitos”.[2]

Como visto acima, essas críticas sobre a politização do MST vêm precisamente dos setores dominantes do país, uma vez que é impossível disfarçar a natureza política da estrutura fundiária do Brasil:

“tamanha concentração de propriedade engendra vigorosas relações de poder que projetam suas teias até as mais altas esferas de Brasília e da Avenida Paulista. Os ruralistas compõem uma das maiores e mais ativas bancadas corporativas do Congresso Nacional, com deputados e senadores em praticamente todos os partidos políticos, possivelmente com exceção dos da esquerda”.[3]

O sucesso alcançado pelo MST até hoje, em colocar em debate a nível nacional a questão agrária e os demais problemas sociais que atravessa o Brasil, deu-se exatamente:

“no fato de que reconhece a natureza política do problema que dispôs a enfrentar, jamais o fazendo isoladamente, sem conexão com os trabalhadores do campo ou com outros setores da sociedade civil, mas parece ser precisamente esta a sua característica menos aceitável pelo discurso dominante. Há, entretanto, inúmeras elaborações contemporâneas acerca da democracia e do direito constitucional que permitem reconhecer o importante papel desempenhado por este movimento social em nosso país hoje”.[4]

Quanto a este componente político, João Pedro Stédile, em recente entrevista assim se expressa: “evidente que muita gente, tanto pela direita quanto pela esquerda, não consegue fazer uma interpretação correta desse caráter político do movimento. Simplificam com facilidade o componente político como se fosse apenas uma vocação partidária. Em vários momentos da nossa história houve quem afirmasse que o MST iria se tornar um partido político. Nunca esteve no horizonte do MST se transformar em partido político. Mas também nunca abrimos mão de participar da vida política do país”.[5]


[1] José Carlos Garcia apud. STROZAKE, Juvelino José. A questão agrária e a justiça. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2000, p. 149.
[2] José Carlos Garcia apud. STROZAKE, Juvelino José, op.cit., p. 149.
[3] José Carlos Garcia apud. STROZAKE, Juvelino José, op.cit., p. 150.
[4] José Carlos Garcia apud. STROZAKE, Juvelino José, op.cit., p.151.
[5] STÉDILE, João Pedro e FERNANDES, Bernardo Mançano. Brava gente. A trajetória do MST e a luta pela terra no Brasil. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 1999, p. 36.

20 junho 2006

Sobre Copa, festa e corrupção...


Eu não sei porque tanta gente critica esta empolgação do brasileiro para com a Copa do Mundo. A cidade está mais bonita, enfeitada com as cores da nossa pátria, bandeiras por todos os lados, camisetas idem, enfim, um colorido todo especial.

Dizem que não há motivos para festas, é tanta corrupção, pobreza, desigualdades. Mas quem disse que isto é esquecido? Não, muito pelo contrário, acredito que é justamente este o motivo da festa. Nosso povo é tão sofrido, tão carente, tão pobre, que uma das poucas alegrias que temos é ver o nome da nossa Nação figurando em destaque no meio das grandes potências. Somente no Futebol é que vencemos o Japão, Austrália, Estados Unidos...

E vai me dizer que não é bom reunir os amigos, familiares, vizinhos, colocar aquela carne no fogo e uma cervejinha pra gelar e sentar na frente da TV para ver nossos jogadores? E depois dos jogos, encontrar a cidade toda na rua, confraternizando e comemorando?

Tudo bem que quem fica ainda mais rico com isso é o Ronaldo e companhia. tudo bem que pode ser a Copa do Mundo a forma moderna do “pão e circo”, mas é uma das poucas alegrias que ainda temos.

19 junho 2006

Sábio Chinês, Sofia e você

Era uma vez um sábio chinês
Que um dia sonhou que era uma borboleta,
Voando nos campos,
Pousando nas flores,
Vivendo assim um lindo sonho.
Até que um dia acordou,
E pro resto da vida uma dúvida lhe acompanhou.
Se ele era um sábio chinês
Que sonhou que era uma borboleta,
Ou se era uma borboleta sonhando que era um sabio chinês.
Raul Seixas
Que música mais provocante esta. Você já parou para refletir sobre isso? Para aqueles que já leram O Mundo de Sofia fica mais fácil de compreender, mas será que você é a Sofia ou a Hilde? ou a Hilde é a Sofia? ou ainda, será que alguma das duas existe? Ainda temos um exemplo no Machado de Assis, no livro O Alienista. Você que se acha normal, não seria uma completa loucura se achar assim? É, a Filosofia vem a mais de 3.000 anos tentando responder a estas questões de quem eu sou, de onde eu vim e para onde eu vou...

16 junho 2006

Boletim da Copa

Estou quase vesgo já de tanto assistir jogo de futebol nesta Copa, afinal, é só a cada 04 anos né! E está vem sendo a Copa dos favoritos, mesmo os jogos mais apertados têm dado a lógica. Com um futebolzinho feio a Inglaterra e a Alemanha estão avançando.

Futebol bonito tem apresentado apenas a Espanha, Equador e México, a Itália fez para o gasto mas tem um bom time, a República Tcheca está muito forte, e o grupo do Brasil ainda está com a segunda vaga indefinida, porque acredito ainda que a primeira vaga é nossa.

Agora hoje foi surpreendente, a Argentina humilhou a boa equipe da Sérvia, ex-Iugoslávia, de tradição no Futebol, ou seja, não bateu em bêbado não. Um futebol na bola, sem violência nem catimba. Os argentinos estavam com vontade, dispostos, todos os gols foram de bola rolando, enfim, tudo o que faltou para o Brasil na terça-feira, sobrou para a Argentina hoje, resumido em uma palavra: VONTADE. O dia em que nossos hermanos se convencerem de que são realmente bons de bola... ninguém os segura.

Falar depois é fácil, então vou falar antes: se os brasileiros não entrarem em campo com disposição e garra, será difícil vencer um adversário empolgado. E ainda, se não tivermos movimentação no ataque, como a Argentina hoje, ficaremos reféns de jogadas individuais de nossos craques... Haja coração!!!

15 junho 2006

Foi cômico...

Muito estranha a propaganda eleitoral gratuita desta quinta feira, um ataque desesperador por parte da Oposição, visando apenas a imagem do presidente da República que insiste em subir nas pesquisas de intenção de votos.

O programa parecia mais com o “Linha Direta”, música de suspense no fundo, bons atores falando com um ar de sofrimento e uma cara de reprovação, davam o tom dramático ao programa.

Foram dez minutos de seção “Retrospectiva” que todos já estão cansados de saber, Mensalão, Delúbio, Okamoto e Lula que não sabia de nada, além de montagens bem feitas, que distorciam o contexto das falas presidenciais.

Enfim, somente no final do programa é que apareceu a sigla do PFL, mas em momento algum foi citado seu nome. Algumas perguntas ficam no ar: Porque o PFL tem medo de “dar a cara a tapa”? Que moral este partido tem para falar sobre corrupção? Porque não usam o programa eleitoral, gratuito, e portanto, pago por nós contribuintes, para mostrarem propostas de governo? As respostas são simples, a oposição esta perdida, desorientada, desesperada, e a única estratégia de campanha que possuem são os ataques pessoais. É mais fácil falar o que o povo quer ouvir, ou seja, este escândalo que abalou o Governo e o Brasil.

14 junho 2006

Só o primeiro jogo...


É impressionante como a Copa do Mundo mexe com os brasileiros. Ontem, uma hora antes do jogo contra a Croácia, decidi ir dar uma voltinha rua, e o astral das pessoas era diferente, parecia que todo mundo estava em transe, uma correria danada, o comércio fechando, tudo por causa de uma jogo de futebol. Eu, como um apaixonado por futebol, nem fui trabalhar no período da tarde, já na concentração.

Carneiro na churrasqueira, quatro engradados de cerveja gelada, amigos reunidos, e começa o espetáculo. O primeiro tempo foi mais gostoso de se ver, até porque o adversário estava bem assustado, um golaço do Kaká. O segundo tempo já foi mais dramático, a Croácia veio com tudo pra cima da nossa seleção. Gostei da alteração do Parreira, tirando o Gornaldo e colocando o Robinho, deu mais movimentação para o ataque, e conseguimos equilibrar o jogo. Se todo jogo for assim, os cardíacos não vão agüentar...

O apito final do árbitro, aquele grito para extravasar e o pessoal já respirando mais aliviado, e aqui em Nova Londrina foi impressionante, toda a cidade foi para a rua após o jogo, buzinaço, e aquela comemoração. Mas comemorar o que? Foi apenas um jogo, falta muito ainda. Mas como brasileiro e Copa do Mundo têm uma relação “estranha”... que venha a Austrália!!!

12 junho 2006

Reflexões no Dia dos Namorados...

Dia dos Namorados, presentes, beijos e abraços, propagandas melosas na TV, e eu aqui sozinho. É, estou encalhado já a algum tempo, as vezes é bom, não vou negar, mas também tem momentos ruins, como o dia de hoje, tempo de se pensar em monogamia e amor.

A monogamia é uma invenção humana, da cultura e da sociedade, a gene do animal ser humano é poligâmica, o instinto do macho por natureza assim o é. Com o advento do Cristianismo, foi imposto à sociedade que se deve amar e se relacionar com uma só pessoa, e que somente assim se é feliz.

A traição sempre existiu, e sempre vai continuar existindo, esta sociedade hipócrita que vive de aparências. Diz o ditado popular: “crie suas cabras presas, que eu crio os meus bodes soltos”. Ou seja, minha filha ninguém rela, mas meu filho pode tudo. Criamos nossos filhos assim, reféns da hipocrisia, de uma vida de aparências, onde a traição é proibida, mas tolerada. Traição não é só o ato de manter relações com outra pessoa. No período colonial seria: “Branca (e virgem) para casar, mulata para f* e negra para trabalhar”, machismo puro, mas ainda presente. O flerte já é traição, até o desejo e o pensamento são traições. E nesta sociedade consumista e vulgar...

Mas o que é o Amor? Difícil responder, vulgarizou-se por demais esta palavra, este sentimento. Ama-se e desama-se com a maior facilidade, como se trocasse de roupa. Poucos sabem o que é amar de coração. Na fase do ficar, atração virou sinônimo de amar. Creio que não é bem assim. “Amar se aprende amando”. Amor é Paz, é união, é preocupar-se com outra pessoa, e outra pessoa não precisa necessariamente ser do sexo oposto. Amo minha família, meus amigos e meus inimigos. Vivemos uma crise da falta de amor, tantas guerras, fome, contradições, por falta de AMOR...

09 junho 2006

Acabemos com a ONU!

A ONU, Organização das Nações Unidas, foi criada no Pós-Guerra, com o objetivo de ser uma espécie de “poder regulador” do mundo, um espaço aberto onde poderia-se discutir e organizar as relações entre todos os países, com o objetivo principal de garantir a Paz. Será?

O Conselho de Segurança da ONU é mandado por apenas algumas potências, e a opinião dos outros países é descartada, a independência não existe, as decisões são tomadas visando interesses particulares.

No caso da invasão do Afeganistão e do Iraque pelo governo estadunidense, não houve ONU que a impedisse. Isso é crime, isso é guerra, um país invade o outro, sem qualquer motivo plausível. Cadê o Osama? Cadê as Armas Químicas? Um governo é deposto por simples capricho de um governante de outro país. Cadê o princípio da Soberania Nacional? Ah, Mas o Saddan era um ditador! Alguém perguntou para os iraquianos o que eles achavam? Quem é os EUA para ser contra um governo ditatorial? Esqueceram-se dos exemplos financiados aqui na América?

No Afeganistão foi outra coisa patética. “Libertamos ao afegãos do governo Talibã!” gabavam-se os americanos. Insisto: Alguém perguntou para os afegãos se eles queriam isso? “Agora as mulheres afegãs podem tirar as burcas!” Vai lá ver se alguma tirou. “Agora os homens podem fazer a barba!” será que todos correram faze-las?

A Reconstrução do Timor Leste que provou-se agora um fiasco. A intervenção militar no Haiti, que nunca acaba. A ONU é incompetente. Um presidente escolhido para fazer média, só porque ele é africano e negro, um fantoche no poder sem poder.

Aquela estrutura toda da ONU, que não consegue impedir uma guerra ou mesmo reconstruir uma nação, nem mesmo as questões ambientais. O que a ONU faz para amenizar a Fome e a pobreza? Discursos e mais discursos que não enchem a barriga dos miseráveis, a ONU não existe para melhorar o mundo, apenas para manter o status quo existente, algumas migalhas para apaziguar os ânimos dos mais pobres, enquanto poderosos cada vez mais ricos. E quem paga tudo aquilo? Eu e você, cada país contribui anualmente para o Fundo das Nações Unidas. Proponho o FIM da ONU!!!

06 junho 2006

A culpa é de quem?


Acredito que todo o Brasil acompanhou o tão aguardado julgamento de Suzane Vonnãoseioque pelos noticiários de ontem. Toda a imprensa mobilizada e júri adiado. Culpa de uma manobra dos advogados de defesa. Mas a culpa é mesmo deles?

_ Os Advogados apenas aproveitaram-se de “brechas” na Lei Penal para garantir o Direito de seus clientes, nada mais do que isso;
_ Então a culpa é da Lei Penal, mas quem cria as Leis Penais são nossos Deputados eleitos democraticamente.
_ Ah! Chegamos no ponto mais fácil, a culpa é dos 513 deputados, todos ladrões, mensaleiros e que não gostam de trabalhar. Mas quem os colocou lá?
_ Vixi, agora complicou, fomos nós, povo brasileiro, que nas eleições escolhemos nossos representantes. A culpa é nossa!

Ah, mas você pode dizer que a culpa não é sua, que você escolheu bem e tal. Você se lembra em quem votou nas últimas eleições? Pois é, a grande maioria do povo brasileiro não se lembra, não cobra, e vota por uma cesta básica, por um aperto de mão.

Não adianta querer culpar os Advogados, o problema está na Lei, que foi criada pelos Deputados, que nós elegemos. É, as eleições estão chegando, e você já escolheu o “candidato para-queda” deste ano? Aquele mesmo que só lembra do povo quando é para pedir voto, e diz que fez um monte de coisas, e você como não acompanhou de perto acredita!

Eu lembro-me muito bem de todos os candidatos em quem votei, e mais que isso, acompanho o trabalho deles, envio e-mail e cobro respostas, ah se a maioria fizesse assim!

04 junho 2006

Depois que saiu o Gornaldinho...


O adversário era muito fraco e inespressível no cenário do futebol Mundial, Nova Zelândia só disputou uma copa do mundo, e faz tempo, em 1982. Por isso que eu esperava um jogo melhorzinho.

O primeiro tempo foi muito ruim, um time apático, sem movimentação e tentando jogadas pelo meio, sempre congestionado. O Gaúcho, melhor do mundo sem inspiração. Ainda teve um gol, belo gol, a jogada começou com Kaká no meio campo, passe para Cafu, que devolveu no Kaká, e o Gornaldo só teve o trabalho de empurrar para as redes.

Na volta do intervalo nosso simpático técnico Parreira teve que tirar o Gornaldo e colocar o Robinho, pronto! o time foi outro, mais movimentação, mais velocidade e mais gols.

Eu não gosto do ataque que tenha dois homens de área, dois centroavantes, acho que o time fica muito parada, centralizado, prefiro a formação como começou o segundo tempo, com um atacante veloz, no caso o Robinho, abrindo espaços na defesa. Foi assim o segundo Gol.

Agora a o melhor jogador, e isso vem de tempo já, mais regular e objetivo na Seleção é o Kaká, aposto todas as minhas fichas nele, acho que será a sensação da Copa. Já o Gaúcho... sei não, ta todo mundo de olho nele, acho que isso atrapalha. Mas como todo brasileiro é um técnico de futebol, ainda mais em época de Copa...

02 junho 2006

A Religião do Estado:

Cada um de nós possui uma crença, na maioria das vezes herdadas de nossos antepassados, e portanto, exteriores a nós, mas que cultivamos e professamos, uns são Cristãos, outros Muçulmanos, Judeus, Budistas, e etc, alguns até negam a existência de Deus, mas este não é meu interesse aqui.

Causou polêmica uma decisão da justiça francesa que proibiu uma menina Cristã de freqüentar um colégio com um crucifixo, pois o Pai de sua colega Muçulmana alegou que aquilo era um insulto à sua crença, e também tivemos crianças muçulmanas proibidas de usar aquele véu sobre a cabeça.

Pois bem, nossa Constituição garante a liberdade religiosa, mas também define o Estado como sendo Laico, ou seja, sem uma Religião oficial. Então fico com a pergunta: Porque em diversas repartições Públicas existem crucifixos ou mesmo imagens de santos católicos? Podem dizer que é coisa de um ou outro agente público, mas acontece que o próprio nome já diz, seu serviço é público, no serviço não pode e não deve expressar uma determinada fé.

Até mesmo na Câmara dos Deputados existe um crucifixo pendurado na parede, tudo bem que a formação da cultura brasileira é essencialmente católica, mas também existem outros cidadãos brasileiros de outras religiões que deveriam revoltar-se contra tal atitude, afinal de contas, pagam os mesmos impostos. Já que o Estado é Laico, as manifestações religiosas não podem ocorrer em repartições públicas.

01 junho 2006

"Você é o que você aparenta ser!"

Outro dia, em uma aula de Sociologia, nosso professor contou-nos uma história sobre Assis Chateaubriand. Recém formado em Direito, pobre, chega no Rio de Janeiro com o sonho montar um escritório, e sua primeira atitude é fazer um empréstimo milionário e com o dinheiro comprar um carro importado, único, na capital daquele tempo.

Vocês devem ter ficado intrigados o porque ele não investiu na compra de uma sala no centro e a montagem de um escritório bom ou mesmo na compra de diversos livros. Pois bem, a explicação é simples: “mais importante do que o que você é, é o que os outros pensam que você é”. Ora, um jovem, andando de carro caro incute nas pessoas a idéia de que seja uma pessoa bem sucedida, e portanto, um excelente profissional.

Infelizmente é assim mesmo, veja-se o exemplo da Classe Média, que preocupa-se mais com a marca que com a qualidade dos bens comprados, apenas pelo desejo de parecer Classe Alta e distanciar-se da Classe Baixa, tênis Nike Shox, bonés Von Dutch, etc, etc, etc...

Mas isso é de uma hipocrisia sem tamanho, e fico cá com minhas idéias, será que para sermos respeitado devemos mesmo colocar uma máscara? É, acho que a resposta pode ser positiva, mas prefiro tentar uma outra saída!



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