A Ditadura Civil-Militar e a "politicalha interiorana"
Lançado no final de 2012, o livro “A Ditadura Civil-Militar e a ´politicalha interiorana’: o caso Halim Maaraoui em Nova Londrina-PR (1969)” vem atingindo boa repercussão tanto perante o público acadêmico, quanto o leitor comum, interessado em conhecer a história do Brasil e a do Paraná, em especial nos anos da Ditadura. Abaixo, prefácio escrito pelo professor doutor Reginaldo Dias, do departamento de História da UEM.
O livro pode ser adquirido diretamente com o autor, na Papelaria Papel e Cia, em Nova Londrina ou no site da Editora CRV:
Prefácio
Cassio Augusto Guilherme, por intermédio de sua bem-sucedida pesquisa de mestrado, agora convertida ao formato de livro, trouxe importante e singular contribuição aos debates sobre a ditadura civil-militar brasileira.
No título da dissertação de mestrado, o leitor é informado que a pesquisa investigou o processo de cassação do prefeito de Nova Londrina, município do Noroeste do Paraná, em 1969. De fato, com apenas três meses de exercício de mandato, o prefeito Halim Maaraoui, acusado de ser subversivo, teve seu mandato cassado.
Uma inferência apressada poderia levar à conclusão de que a contribuição apresentada por Cássio Augusto Guilherme foi promover o deslocamento do debate sobre a ditadura civil-militar dos grandes centros urbanos para a realidade das pequenas cidades do interior do país.
Se fosse apenas isso, a contribuição já seria bastante apreciável, visto que o foco privilegiado nos principais centros do Brasil nem sempre permite entender as dinâmicas políticas em um país extenso e, sobretudo, complexo como o nosso. O pesquisador, no entanto, foi muito além.
Por intermédio de uma análise da história do referido município, demonstra como a ruptura promovida em 1964 e o novo ambiente institucional do país entrelaçaram-se com as dinâmicas das elites regionais e com a disputa pela conquista ou preservação do poder local. Mais significativo ainda é o fato de desvelar como essas disputas incidiram no processo eleitoral. Embora o Brasil vivesse sob o tacão de uma ditadura, os detentores do poder procuraram erigir instituições que pudessem alimentar a imagem de que o país se encontrava sob relativa normalidade democrática.
No início, efetuada a “operação limpeza” patrocinada pelo primeiro Ato Institucional, não houve modificação do sistema partidário e interrupção das eleições municipais de 1964 e do pleito para governo de estado do ano seguinte. Passada a eleição aos governos estaduais é que foram extintas as antigas legendas e implantado o novo sistema partidário. Houve, então, abolição das eleições diretas para presidente e governadores, mas foram preservadas as eleições para prefeito (com exceção das capitais e dos municípios das chamadas áreas de segurança nacional), vereadores, deputados estaduais e federais e senadores.
Nos municípios do interior, malgrado o rígido ambiente institucional, há registros de disputas muito acirradas, que movimentavam eleitos e eleitores. A pesquisa divulgada por este livro demonstra como a ideologia da segurança nacional e o aparato repressivo relacionavam-se com essas frestas de participação política, sobretudo quando o resultado das urnas ensejava deslocamentos no poder local.
Cássio Augusto Guilherme, por meio de hábil análise, sustentada por acurada pesquisa documental e bibliográfica, amplia as fronteiras da pesquisa sobre o período da ditadura civil militar, não apenas por focalizar outros territórios geográficos, mas por inserir temas e problemáticas ainda subestimados ou pouco explorados pela literatura acadêmica.
Acompanhei a pesquisa de Cássio Augusto Guilherme em suas diversas etapas. Já conhecia seu potencial antes de seu ingresso no programa de Pós-Graduação em História da UEM, visto que ele, mesmo sendo discente de outra instituição, freqüentava as atividades do nosso Laboratório de Estudos do Tempo Presente. Ao compor a banca de avaliação, foi uma satisfação ver que esse potencial foi traduzido em uma sólida dissertação de mestrado. Mais recentemente, foi uma alegria verificar que seu trabalho de pós-graduação, agora editado no formato de livro, tem condições de atingir um público ledor mais amplo e fomentar o debate sobre temas tão importantes.
Reginaldo Benedito Dias - Dep. de História da UEM.
Lançamento de livro:

Caros amigos, com alegria que compartilho com vocês a notícia de que meu livro "A DITADURA CIVIL-MILITAR E A POLITICALHA INTERIORANA: o caso Halim Maaraoui em Nova Londrina-PR (1969)" já se encontra disponível no site da editora CRV para compra.
Compre, leia, reflita, discuta, divulgue!
Em fase de pré-lançamento o livro custa apenas R$ 29,90. Como não vamos ter evento de lançamento, no site é a única forma de comprá-lo, por enquanto.
link: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3642
TSE decide o “caso Troian”:
Uma das grandes polêmicas que movimentou a eleição municipal
em Nova Londrina, era sobre a possibilidade ou não do ex-prefeito Arlindo
Troian, poder ser candidato ou não. Seus correligionários diziam que sim, os
adversários diziam que não. Fato é que no resultado oficial, os votos dados à
Arlindo Troian foram computados como nulos. Neste dia 04/11 o TSE assim decidiu
o caso: (http://www.tse.jus.br/servicos-judiciais/acompanhamento-processual-push)
“Trata-se de recurso especial interposto por Arlindo Adelino Troian contra acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) que indeferiu o seu registro de candidatura ao cargo de prefeito do Município de Nova Londrina/PR para o pleito deste ano, por inelegibilidade decorrente de condenação em ação de improbidade administrativa.
O acórdão foi assim
ementado:
RECURSO ELEITORAL.
REGISTRO DE CANDIDATURA. ELEIÇÕES 2012. REJEIÇÃO DE CONTAS DE EXERCÍCIO
FINANCEIRO QUANDO PREFEITO. INELEGIBILIDADE PELO ART. 1º, I, "G" , DA
LC 64/90, ALTERADA PELA LC 135/10. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVA. CONDENAÇÃO
EM AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS.
CONDIÇÃO DE ELEGIBILIDADE. PLENO GOZO DOS DIREITOS POLÍTICOS (ART. 14, § 3º, V,
CF C/C ART. 11, § 1º, VI, DA LEI ELEITORAL). AUSÊNCIA. INCIDÊNCIA CONCOMITANTE
DA INELEGIBILIDADE PELO ART. 1º, I, "L" , DA LC 64/90, COM AS
ALTERAÇÕES DA LC 135/10, DIANTE DO TRANSITO EM JULGADO E POR TER A REFERIDA
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA DECORRIDO DE ATO DOLOSO QUE CAUSOU LESÃO AO
PATRIMÔNIO PÚBLICO E ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.
(Fl. 651)
Opostos embargos de
declaração (fls. 658-660), foram rejeitados (fls. 663-665).
O recorrente aponta
a existência de erro material no acórdão nº 43.828 do TRE/PR, pois foi afastada
a inelegibilidade com fundamento no art. 1º, I, g, da LC nº 64/90, mas
reconheceu-se a inelegibilidade da alínea l do mesmo dispositivo legal, sendo
que ambas as regras dizem respeito a ato doloso de improbidade administrativa.
Aduz que na Ação
Civil Pública de improbidade administrativa nº 419/99 foi aplicada pena de
suspensão dos direitos políticos por 5 (cinco) anos. Afirma que a decisão
transitou em julgado em 26.11.2008, mas ainda está pendente de julgamento no
Tribunal de Justiça do Paraná o Agravo de Instrumento nº 921696-4, interposto
nos autos dessa ação.
Requer seja
declarada a nulidade do acórdão recorrido, com fundamento nos arts. 245 e 250
do Código de Processo Civil (CPC), uma vez que restou evidenciado conflito de
competência. Alega que o TRE/PR deveria ter reconhecido a validade da liminar
concedida pelo Juízo Cível de primeiro grau, liminar essa que autorizou a
participação do recorrente na convenção partidária e determinou à Justiça
Eleitoral que realizasse o registro provisório do candidato.
Sustenta que
"[s]e competente o Juízo Cível a quo em suspender os direitos políticos do
Recorrente (?) então tem que ser o mesmo Juízo Cível a quo competente para
conceder a medida cautelar mesmo que provisório [sic] ante ao aguardo do
julgamento do recurso de Agravo de Instrumento
que tramita perante o Tribunal de Justiça" (fl. 680).
Acrescenta que houve
composição na Ação Civil Pública nº 419/99 e que foram devolvidos à APAE os
valores devidos, o que demonstra a inexistência de enriquecimento ilícito e o
prejuízo.
A Procuradoria-Geral
Eleitoral, no parecer de fls. 696-700, opina pelo não conhecimento do recurso
especial, ou, caso assim não se entenda, pelo seu desprovimento.
Às fls. 703-709, o
recorrente apresentou ¿razões suplementares" ao recurso.
É o breve relato.
Decido.
Examinando os autos,
observo que não consta assinatura válida na folha de rosto e na última folha do
recurso especial (fls. 669 e 685), pois as assinaturas, como registrou a Procuradoria-Geral
Eleitoral, ¿consistem em meras imagens `digitalizadas¿ - isto é, previamente
fotografadas ou escaneadas e inseridas por meio eletrônico" (fl. 697).
Esclareço que não se
trata de recurso interposto por fax ou de transmissão por meio do serviço de
petição on line, nos termos da Res.-TSE nº 21.711/2004, tampouco de assinatura
digital.
Trata-se, assim, de
situação idêntica à analisada no AgR-AI nº 62.102/MT (rel. Min. Marco Aurélio,
DJE de 20.9.2012). Na oportunidade, esta Corte decidiu, por unanimidade, que:
AGRAVO -
INTERPOSIÇÃO - FORMALIDADE. A imagem digitalizada de assinatura não é
suficiente para concluir-se estar o recurso devidamente firmado, por não se
enquadrar nos casos de assinatura eletrônica admitidos na legislação. (Grifo
nosso.)
O recurso é,
portanto, apócrifo, sendo incabível a regularização do vício nos termos da
jurisprudência do TSE:
AGRAVO REGIMENTAL.
RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. PROPAGANDA ELEITORAL. ELEIÇÕES 2008. AUSÊNCIA DE
ASSINATURA DO ADVOGADO NAS RAZÕES RECURSAIS. RECURSO INEXISTENTE.
NÃO-PROVIMENTO.
1. É inexistente o
recurso apócrifo, assim considerado aquele cujas razões recursais não contenham
a assinatura do advogado, mesmo que esta esteja presente no requerimento de
interposição do recurso, não sendo, ainda, admitida a abertura de oportunidade
para a correção de referido vício. (TSE, AAG 6.323/MG, Rel. Min. Gerardo
Grossi, DJ de 29.8.2007; STJ, Edcl no AgRg no AG 1007385/SP, 4ª Turma, Rel.
Min. João Otávio de Noronha, DJE de 17.11.2008; STJ, AgRg no EResp 613.386/MG,
Corte Especial, Rel. Min. Nancy Andrighi, DJE de 23.6.2008; STF, RE - AgR
463.569/PB, Tribunal Pleno, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 5.6.2008; STF, AI - ED
684.455/MG, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 30.4.2008).
2. Agravo regimental
não provido. (Grifo nosso.)
(AI 10055/SP, rel.
Min. Felix Fischer, DJE de 11.2.2009).
Pelo exposto, nego
seguimento ao recurso especial, com base no art. 36, § 6º, do RITSE.
Publique-se em
Sessão.
Brasília, 4 de
novembro de 2012.
Ministra Luciana
Lóssio
(RITSE, art. 16, §
8o)”
Em defesa do Bolsa Família.
Outro dia a cidade de Maringá recebeu a visita da Ministra do
Desenvolvimento Social. Fui lá ver o que ela tinha para falar e algumas
informações são tão importantes, que preciso compartilhá-las.
O Ministério do Desenvolvimento Social é o Ministério que
cuida dos pobres. É quem faz, organiza e financia os programas sociais do
Governo Federal. No último ano do governo FHC/PSDB, o Ministério teve um
orçamento de R$ 6 bilhões de reais. No ano passado, no governo DILMA/PT, o
Ministério teve um orçamento de R$ 60 bilhões de reais. Em dez anos, o gasto do
Estado brasileiro com a população menos favorecida aumentou consideravelmente.
Méritos para o atual governo de centro-esquerda.
O Bolsa Família é programa social mais abrangente do que a
imprensa diz e a maioria das pessoas pensam. Para cada R$ 1,00 colocado nas
mãos dos pobres, voltam para a economia brasileira, R$ 1,44. O cidadão que
recebe o Bolsa Família não guarda o dinheiro na poupança. Ele gasta, seja com
comida, roupas, cadernos, pinga. Ou seja, a pessoa que recebe este direito,
movimenta a economia, gera empregos, aumenta a produção.
Se todas as pessoas que recebem a Bolsa comprassem pinga, o
bar da esquina teria mais movimento, precisaria contratar mais um funcionário;
ao vender mais, o bar precisa comprar mais pinga, logo, o alambique precisa
produzir mais; para o alambique produzir mais, precisa de mais funcionários,
gerando assim mais emprego; para produzir mais, o alambique precisa de mais
matéria-prima, logo, o fazendeiro plantador de cana produzirá mais, tendo lucro
e gerando mais empregos. Isso serve para os demais setores da economia. O
fazendeiro/comerciante que critica o Bolsa família, ou é hipócrita ou é
desinformado.
Imaginem uma cidade de pequeno porte, onde 200 famílias são
atendidas pelo programa. Digamos que cada uma receba R$ 100,00. Por mês, são R$
20 mil reais colocados nas mãos dos pobres da cidade, que vão gastar na
farmácia, açougue, papelaria, mercado, bar, confecções, etc... é uma revolução
e tanto para o comércio local.
Outro argumento dos críticos é que tem muita gente que recebe
Bolsa do Estado e não quer ir trabalhar. Você leitor, trocaria um salário
mínimo por uma Bolsa de R$ 100,00? Então não generalize as coisas. Claro que
tem gente que recebe a Bolsa e se acomoda, mas é a grande minoria que age
assim.
O Governo não deveria dar o peixe, mas sim, ensinar a pescar,
também argumentam os críticos. Concordo. Mas ao mesmo tempo, saco vazio não
para em pé. O Bolsa Família é emergencial, para que uma parcela grande de
brasileiros não morra de fome. Além disso, o Governo oferece cursos
profissionalizantes para os beneficiários do programa e muitos ascenderam
socialmente e não precisam mais receber a Bolsa.
Mas tem gente que não precisa e recebe. Pois bem, o Governo
Federal concede a Bolsa Família para a parcela da população brasileira que vive
com até 25% do salário mínimo, ou seja, a parcela da população que vive com até
R$ 155,50 por mês. Menos de R$ 5,00 por dia! Quem cadastra as famílias é a
Assistência Social dos municípios, o Governo Federal apenas repassa a verba.
Outra condição, é manter os filhos na escola, onde bem ou mal, estão aprendendo
alguma coisa.
Ao criar o Bolsa Família, o Governo não está tendo uma grande
idéia. Está apenas cumprindo a Constituição Federal, dando uma mínima condição
de vida à parcela da população que precisa de ajuda para comer. O Bolsa Família
brasileiro tem servido de modelo para outros países. Sim, somos exportadores de
coisas que dão certo e países da África e Ásia estão copiando a nossa idéia.
Por fim, mas não menos importante. Mais que um direito
legal/constitucional destas pessoas; mais do que um dever moral do Estado para
com estas pessoas; alimentar os famintos é um principio mais antigo, cristão,
afinal, Jesus teria dito para aqueles que o seguem, dar de comer a quem tem
fome, de beber a quem tem sede e de vestir a quem não tem roupas. Se você
critica o Bolsa Família e freqüenta a Igreja, por favor, ou pare de criticar o
programa ou pare de freqüentar a Igreja.
Pingos nos is:
Quem vota no PT está concordando
com o “mensalão”? Então quem vota no PSDB está concordando com as privatizações;
quem vota no PP é fã do Maluf; quem vota no PMDB é fã do Sarney e dos coronéis;
quem vota no DEM ou PSD sente saudades da ditadura; quem freqüenta a Igreja
Católica defende a Inquisição e faz vistas grossas aos padres pedófilos; quem
freqüenta Igreja Evangélica é manipulado por pastores falcatruas, etc...
Tudo para mim, nada para os outros:
É comum ver pessoas desinformadas ou preconceituosas,
criticando os programas sociais do Governo Federal, Estadual ou Municípios. Digo
desinformadas por que não conhecem a Constituição Federal e preconceituosas por
que querem políticas públicas apenas para eles e para a classe que pertencem e
não para a massa de famintos.
O artigo 3º da Carta Magna traz os objetivos fundamentais do Brasil.
Entre eles estão o de construir uma sociedade livre, justa e solidária,
erradicar a pobreza, reduzir as desigualdades sociais e promover o bem de
todos. Assim, a função do Governo é cumprir a lei e a lei diz que o Estado deve
trabalhar por uma sociedade sem miséria. Ao instituir um programa social
qualquer, o Governo não está fazendo assistencialismo, está sim cumprindo a
lei.
O Estado existe para apaziguar as classes sociais. Como nos
ensinou Marx, a história de todos os povos, até hoje, é a história da luta de
classes. Assim, o Estado utiliza da riqueza coletiva (impostos pagos por ricos
e pobres) para fazer políticas públicas que beneficiem tanto os ricos, como os
pobres.
Ora, mas o Bolsa Família está ajudando apenas os pobres. Ledo
engano. O Bolsa Família gera consumo, emprego e produção, ou seja, no fim das
contas, o rico/burguês/fazendeiro produz mais, vende mais e lucra mais.
Mas, caso o Bolsa Família, que é uma política pública
ajudasse apenas os pobres, a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos
Industrializados), que é uma política pública, não ajuda apenas a classe
média/alta? Vejamos, quando o Governo reduz o IPI, ele deixa de arrecadar
impostos (que são destinados para as benfeitorias coletivas) e ajuda o
consumidor de classe média/alta a comprar um carro zero, mais barato. Ou seja,
o carro que custava R$ 36 mil reais, sai por R$ 34 mil. Em outras palavras, o
Governo, com a política pública de redução do IPI, “deu” para o cidadão de
classe média/alta R$ 2 mil reais para ele comprar um carro zero.
A classe média/alta adora uma redução de IPI para comprar
carro zero, pois lhe favorece, mas critica o Bolsa Família que ajuda o pobre a
comprar comida. Típico do pensamento egoísta/individualista que toma conta da
nossa sociedade contemporânea.
Cadê os eleitores?

Dos 399 municípios do estado do
Paraná, a nossa cidade de Nova Londrina foi a que teve o segundo mais índice de
abstenção na eleição municipal do último domingo. Ao todo, 22,31% dos
novalondrinenses inscritos na Justiça Eleitoral, aptos a votar, não compareceram.
Em números, é um total de 2329 pessoas não compareceram às urnas.
Em uma observação na longa
duração, como nos ensinou o historiador Braudel, percebemos um crescente número
de brasileiros descrentes com o sistema eleitoral e também com os políticos.
Vamos concentrar nossa análise em Nova Londrina.
O número é grande. Seria
suficiente para mudar o resultado das eleições. Cadê os eleitores? O número de
mais de dois mil novalondrinenses que não compareceram às urnas, acredito que
não reflete necessariamente um descrédito em relação à política local. Penso
que, quem vota em Nova Londrina e reside na cidade ou cidades próximas,
compareceu, nem que seja para votar em branco ou nulo.
Acredito que o grande número de
abstenções se deve ao fato de muitos cidadãos novalondrinenses residirem
atualmente fora e longe da cidade. Como nosso município não possibilita muitas
liberdades de expressão, possibilidade de emprego, de estudos, de crescimento
profissional, muitos filhos da nossa terra são forçados a migrar na tentativa
de ganhar a vida. Estão em grandes centros urbanos do Brasil ou até espalhados
pelo mundo, não por opção própria, mas sim por falta de oportunidades locais.
Assim, o grande número de
faltosos reflete, em minha opinião, o quão mal está a cidade em questão de
oportunidades trabalhistas, estudantis, políticas e econômicas. Ter abstenções
é normal, o que não é normal é o grande número delas.
Crônica de uma derrota anunciada:
Falar depois dos acontecimentos é
fácil. No entanto, o que vou falar aqui, já havia confidenciado para amigos
mais próximos meses atrás. A oposição em Nova Londrina perdeu para ela mesma e
não para o atual prefeito reeleito.
Digo isto pois, como já nos
referimos em outro post, o número de votos que a oposição somada obteve, foi
bem maior que o número de votos do atual prefeito reeleito no domingo. A
oposição não soube se articular e se unir. Os motivos? Vários...
Minha análise nada imparcial,
afinal de contas não existe imparcialidade, é de que o troianismo, investido de
uma leitura equivocada da conjuntura política local, acreditou que “o velho”
ainda possuía o mesmo prestígio de outros tempos. Erraram feio. Insistiram em
uma candidatura naufragada jurídica e eleitoralmente. Some-se a isso, a insistência dos novos comandantes tucanos na cidade, que atravessaram o samba da oposição que tentava se articular.
Não souberam, “os velhos mestres
da política novalondrinense” observar/admitir ou fizeram questão de tapar o Sol
com a peneira, que somente o Professor Roberto seria capaz de aglutinar a maior
parte dos descontentes com a atual administração. Insistiram em uma alternativa
ultrapassada diante das mudanças que o país observou nos últimos anos. Os
eleitores mais jovens não queriam “o velho”, queriam o novo, o sem “rabo
preso”, o ficha limpa.
A história não os absolverá!
O fim do troianismo.
Se tem alguém que sai
definitivamente derrotado das urnas novalondrinenses neste domingo, é o
troianismo. Como todos sabem, a política em Nova Londrina circulou nos últimos
trinta anos, em torno desta figura popular, emblemática, que gera ao mesmo
tempo ódios e paixões. Em 2012, seja pelos votos, seja pelo tempo, o troianismo
acabou. Muitos ficaram órfãos e choraram durante a madrugada, enquanto outros
ficaram com as gengivas enxutas de tanto darem risadas.
A primeira derrota é moral.
Insistiu em dizer que era candidato, que podiam confiar nele, que podiam votar
nele, mas não foi o que descobriram seus eleitores quando viram o resultado
oficial no site do TSE, onde seus votos aparecem como nulos.
A segunda derrota é o racha e o
enfraquecimento dos que sobraram em seu grupo político. Muitos dos apoiadores
de sempre, cerraram fileiras com o prefeito reeleito, outros ainda com o
candidato da terceira via. Os corajosos e fiéis que sobraram, saíram ainda mais
cabisbaixos e com poucos votos, do que quando entraram.
A terceira derrota é eleitoral
mesmo. Propagavam aos quatro cantos da cidade que estavam sempre na frente, que
o povo queria a “volta do velho”, mas as urnas não confirmaram esta expectativa
ingênua. De todas as coligações de vereadores, a que lhe apoiou foi a que teve
menos votos e elegeu menos vereadores. Aliás, o vereador eleito, por mais que
seja seu irmão, deve a vitória pelo bom trabalho humanista que desenvolveu à
frente da secretaria de Saúde por longos oito anos. Os demais, que tentaram
colar sua candidatura na imagem do “velho” não obtiveram sucesso.
Sai de cena assim, um dos ícones
da história política de Nova Londrina. Seu legado nunca será esquecido, suas
conquistas e desconquistas serão motivo de discussões acirradas ainda por um
longo tempo.
Pior que ta, não fica?
O título do post é uma alusão
clara ao slogan do então candidato à deputado federal, Tiririca. Mas o assunto
aqui é a composição da nova câmara de vereadores de Nova Londrina.
Algumas pessoas ainda pensam que
a função do vereador é apoiar ou ser oposição ao prefeito. Nem um, nem outro. A
função do vereador é legislar e fiscalizar o executivo municipal, ser a voz do
povo. Pois bem, a legislatura que se encerra este ano entrará para a história
de Nova Londrina como uma das mais submissas aos interesses do executivo
municipal. Mas, como águas passadas não movem moinhos, nos cabe aqui fazer
projeções sobre os eleitos neste domingo.
Dos sete vereadores que tentaram
a reeleição, apenas dois conseguiram. Importante observar que os dois em
questão, apesar das fortes denúncias de terem recebido verbas ilegais de
diárias e estarem respondendo processo por isso, possuem um grande trabalho de
inserção social na camada mais carente da população (ok, podem chamar isso de assistencialismo,
mas o fazem!). Além disso, muitos dos que tentaram a reeleição, tiveram uma
votação bem baixa, o que reflete a desaprovação popular às suas atitudes no
legislativo.
Assim, a renovação é grande, ou
não. Dos outros sete eleitos, três já foram vereadores em legislaturas passadas
e agora voltam à câmara e outro ainda é ex-prefeito e ex-secretário municipal
de saúde. Assim, dos eleitos no domingo, apenas três deles representam de fato,
uma renovação na câmara de vereadores de Nova Londrina.
Agora, a questão que fica é se os
vereadores eleitos terão a vontade e a coragem necessária para realmente
fiscalizar as contas do executivo municipal ou serão, como outros, meros
faladores de “améns” sobre o que lhes apresentar o paço municipal. Pior que ta,
não fica?
Os desafios do prefeito reeleito:
Fim do conturbado período
eleitoral na cidade de Nova Londrina, o povo falou através do voto e decidiu
quem governará a cidade pelos próximos quatro anos. Para aqueles que, como eu,
tentam avaliar os acontecimentos passados, só resta os números das urnas para
analise. Vamos a eles.
Se olharmos apenas os votos
válidos, ou seja, aqueles que foram computados para os candidatos que podiam
receber votos no pleito ao Executivo, não há duvidas que Dornelis Chiodelli
venceu com ampla maioria, ou seja, 62,16% dos votos e contou com o apoio de
seis partidos políticos, quase a metade dos que estavam disputando, além de
contar com a máquina municipal, o que não podemos negar é um fator de ajuda
considerável.. No entanto, a análise tem que ser mais detalhada.
Na cidade de Nova Londrina,
votaram um total de 8111 eleitores. Destes, o prefeito eleito obteve 3356 votos.
Tal número significa que o prefeito eleito não contou com a maioria dos votos
dos eleitores novalondrinenses, uma vez que a soma dos seus adversários,
brancos e nulos é de 4755. Uma diferença considerável contra o prefeito
reeleito.
Diante disso, Dornelis Chiodelli
continua administrando uma cidade triplamente dividida, onde a maioria do
eleitorado não aprovou a sua administração anterior, pois caso o tivessem,
teriam votado nele e não nos concorrentes ou em branco e nulo. Agora, são mais
quatro anos para tentar reverter o quatro e fazer o sucessor, que provavelmente
será o vice-prefeito eleito neste domingo.
Política não é isso:

É comum que, embriagados pelo momento de eufonia diante de uma importante conquista nossa ou de nossos pares, acabemos por falar/escrever análises equivocadas sobre o tema. Por exemplo, outro dia li que: “eu te ajudo, você me ajuda. Simples assim. Política, é isso”.
Ora, a política rasteira, suja, que visa apenas os próprios interesses pessoais, politiqueiros e econômicos, pode até ser assim. Alguns grupos políticos sobrevivem e se reproduzem a anos nas pequenas cidades do interior na base do “eu te ajudo, você me ajuda” e o povo que se f*.
Podemos compreender este sentimento por parte de alguns políticos. Para eles, a “coisa pública”, que deveria servir a todos, simplesmente não existe. Pensam estes “senhores do regresso”, que a política deve estar apenas a serviço dos seus próprios interesses. É assim faz tempo. Por estas terras, o público e o privado se confundem desde sempre. Não entendeu? Leia ao menos a conclusão do clássico “Os Donos do Poder” do jurista Raymundo Faoro e conheça o sentimento patrimonialista que alguns “coronéis” costumam ter. A política que queremos para Nova Londrina deve ser diferente.
Nossa cidade precisa de políticos que se comprometam com o povo e não com seus correligionários/chupins ou deputados interessados em futuros votos, na base do “você me apóia, eu te apóio, arrumo um emprego ou uma licitação”. Precisamos de representantes que tenham uma visão diferente do que é administrar, governar, que entendam o significado do termo “participação popular”.
Ouvimos todos os dias nos nossos meios de comunicação, que a política é suja e os políticos não passam de uma corja de corruptos. Ora, a política e os políticos que vivem na base do “eu te ajudo, você me ajuda” podem ser tudo isso mesmo. No entanto, existem algumas boas exceções a este modo de fazer política. Estas exceções pautam suas relações políticas com a população e não com outros “políticos profissionais”.
Falta um ano para as eleições municipais, mas não se fala em outra coisa em nossa cidade. Pré-candidatos a prefeito e vereador temos aos montes. Caberá a nós, eleitores, escolhermos entre as possibilidades que nos apresentam: o político comprometido com interesses escusos ou o político comprometido única e exclusivamente com a população de Nova Londrina.
Obs: Texto originalmente publicado no Jornal Portal do Noroeste.
Por: Cássio Augusto – professor.
Pelo aumento no número de Vereadores em Maringá.

No clássico “A Divina Comédia”, Dante Alighieri assim se expressa: “os lugares mais quentes do inferno são destinados aos que, em tempo de grandes crises, mantém-se neutros”. Pois bem, nunca fui de me manter neutro, então depois de ouvir muita coisa, me posiciono A FAVOR DO AUMENTO NO NÚMERO DE VEREADORES EM MARINGÁ.
Diz um amigo, que quando juntam-se do mesmo lado para lutar por uma causa os empresários, a igreja e a mídia de massa, devemos escolher o lado oposto, que provavelmente estaremos com a razão. Acho que serve para o caso.
A campanha feita em Maringá, com muita verba pra fazer adesivos e comprar outdoors (de onde vem o dinheiro? Dos associados da ACIM? Do dízimo?), diz que aumentar o números de vereadores é ruim, pois além de aumentar os gastos, serão mais vereadores para “não fazer nada”. Ora, vamos aos argumentos.
Primeiro que não importa o número de vereadores, a Câmara de Maringá receberá o mesmo valor do orçamento municipal. Leiam o artigo 29-A da Constituição Federal do Brasil (você encontra no Google). Quem diz que mais vereadores é sinônimo de mais gastos público, É MENTIROSO!
Segundo, estamos a priori achando que todos os vereadores são corruptos ou preguiçosos. Prefiro acreditar que não é assim. No caso, estamos julgando o bom, tendo como base o mau vereador. Penso que deveria ser justamente o contrário.
Acho bacana a população protestar, reivindicar, etc. No entanto, tenho para mim que, a grande maioria das pessoas que colaram adesivos nos carros ou estão apoiando esta campanha, NUNCA foram na Câmara de Vereadores, não sabem o nome nem de três vereadores ou então, já se esqueceram em quem votaram na eleição passada. Protestar de dentro do carro ou nas redes sociais é fácil, fazer a sua parte de cidadão atuante, que cobra os representantes, dá muito trabalho, é melhor ficar falando genericamente sobre a classe política.
Dizer que vereador não faz nada mesmo, então não precisam de muitos, é assinar ATESTADO DE BURRICE, afinal, quem colocou eles lá, senão fomos nós, cidadãos, através do voto? Se eles são ruins, nós somos piores, pois os escolhemos. Vai me dizer que a ACIM, igreja e mídia não tem os seus “políticos preferenciais”?
Mais vereadores, penso que é mais representatividade para a população. É mais gente para cobrarmos, procurarmos, conversarmos e debatermos as propostas para a melhoria da nossa cidade. Os movimentos sociais, os bairros, as classe podem ser mais bem representadas na Câmara.
Mais vereadores, penso que seja mais difícil para alguns interesses escusos conseguirem a maioria na votação que desejam. Falando o português correto, é mais difícil subornar ou pressionar os vereadores quando o número é maior.
Mais vereadores, penso sejam mais pessoas para fiscalizar o Executivo municipal, prestar atenção nas contas e na execução dos Projetos.
Infelizmente, como costumo dizer, a melhor forma de vencer um debate é, não debatendo. No caso, é justamente isso que os empresários locais, igreja e imprensa têm feito. Não há debate, pois as opiniões contrárias não são mostradas. Fazem um desserviço à cidadania e a melhoria da vida pública em Maringá, mas a história nos ensina que estes trem segmentos, costumam agir assim mesmo. Quando eles protestam, é um movimento cívico e justo, mas quando a classe trabalhadora ou os estudantes protestam, são baderneiros e caso de polícia.
Por: Cássio Augusto – professor.
Ser de oposição é ser o que?
O processo excludente ora em voga em Nova Londrina para determinadas mídias não começou agora.
Começou lá atrás, por volta da primeira quinzena de junho de 2009, no dia em que assumi o microfone da Rádio Rainha no horário do meio-dia.
\Minhas lutas políticas na Marilena me capacitaram a não acreditar em nada que venha dos pequenos políticos locais que não tenham atrás de si uma história pessoal na política municipal. Cidadãos que momentaneamente obtém o Poder, à custa na maior parte das vezes de mentiras e compra desavergonhada de votos, ou como figuras de proa de grupos locais, estes sim conhecedores da Política, encarnam, assim que adentram o Paço, o Estado.
Julgando-se acima das leis e dos outros mortais, como se fossem semi-deuses bafejados pela sorte, encaram toda espécie de crítica como ofensas pessoais e as tratam como tais: na barra dos tribunais ou em lugares ainda piores.
Assim que cheguei e assumi o meu trabalho já fui etiquetado, rotulado e carimbado: É mais um pau mandado do Arlindo!
E não houve forma de romper o preconceito, pois se trata disso mesmo, que os atuais detentores provisórios do poder local tem à respeito tanto do Arlindo como da Rainha FM.
Um governo que passou dois anos reclamando da herança maldita, que, se realmente a fosse, e em apenas dois anos, e na crise em que estamos, não conseguiriam debelá-la, e, que em sua representação na Câmara justifica os erros atuais por serem os mesmos que acusam o Arlindo de ter feito, não pode mais usar esta tal herança como desculpa para sua própria imprevidência.
O que se pode esperar de um grupo destes?
Mais do que já se tem.
Quando no início, fazia o périplo das secretarias tentando levantar material jornalístico, tentava conversar com secretários ou outras autoridades sobre os problemas ou as soluções, só encontrava avisos: - Não se meta! Você não é daqui! Cuidado! Que tens com isso! E o indefectível: Nós é que sabemos!
Discurso típico dos despreparados, que medrosamente se escondem atrás da autoridade para não terem suas decisões contestadas, pois se julgam ‘os caras’.
E não adiantaram meus protestos de independência intelectual e política, minhas juras de tratamento equânime.
O dia-a-dia me mostrava cada vez mais o fechamento do governo à Rádio Rainha e à qualquer um que de lá proviesse.
Que fazer? Enfiar a viola no saco e voltar para Marilena? Vender minha consciência?Peitar estes presunçosos? Enfrentar estas hidras?
Passei então a me concentrar em documentos. Diários Oficiais, projetos, sessões da Câmara, jornaizinhos de propaganda institucional, imprensa impressa bem paga e vendida na cara dura.
E a pensar e tentar fazer os outros pensarem sobre estas coisas.
Este é o trabalho que se tornou diário: desvendar o por detrás da discurseira, desvelar o embutido nas entrelinhas dos projetos, desmascarar qualquer tentativa de enrolação pública. Preto é preto, branco é branco. E ponto final.
Ao desmitificar perante a população a aura de santidade e competência que, vendida à população como campanha política, acabou se tornando a mantra interna do grupo, de uma forma que eles mesmos acreditam no próprio discurso vazio, me tornei ‘o inimigo’.
Fiz e faço a minha parte. Não me escondo no anonimato, não uso da figura do Arlindo para obter vantagem alguma, não falo nem em nome da Rádio Rainha. Falo e escrevo com meu nome, em nome das convicções que ainda me restam.
E chegamos ao ponto de, na linguajem jornalística, pautarmos os trabalhos de outras mídias e da própria Câmara, em alguns momentos.
A cúpula, indignada com minha audácia, formou seu próprio exército midiático: sites, jornais, rádio. O uso exclusivo da Pontal, inclusive apoiando direta e indiretamente sua luta jurídica contra a Rádio Rainha e contra mim nos tribunais, demonstra à perfeição meu argumento, e contra a evidência não há desmentido possível.
Agora, como última manobra, criam comentários pelas ruas de que quero ser vereador por ‘me achar’ alguma coisa. Nunca perguntaram a mim, se o quero ser. Quantas pessoas ouvem a sessão da Câmara pela Rádio Pontal todas as segundas feiras à noite?E quantas ouvem a sinopse crítica que faço às quartas, num horário apertado de almoço? A resposta está ai.
Tentam colocar-me sob jugo e fica fácil: a cidade está dividida: ou se é Arlindo, ou se é contra o Arlindo. Toda vitória minha é creditada a ele e toda derrota minha fica sendo também uma derrota dele.Espertamente, os partidários da chamada terceira via, o Robertismo, só lucram com essa divisão. Ao nunca descerem para a arena do debate e praticamente fazerem uma política só de bastidores, eles acabam se beneficiando do duelo entre os dois maiores grupamentosficando numa posição por si só vantajosa: sempre tem o mote da União para usarem, e sempre representam uma aliança contra um lado ou outro, sendo o Tertius perfeito em qualquer esquema político que se possa imaginar. Claro que a hora da decisão também para estes está chegando.
Ser de Oposição em Nova Londrina hoje é o que?
Ser contra tudo e contra todos? Meter o pau no Arlindo, que a Situação diz já estar morto? Denunciar os erros desta mesma Situação e ser então, mais um pau mandado do Arlindo? Fuxicar sobre o Roberto para ficar de bem com os dois lados?
Eu particularmente acho que existe uma quarta via, que necessariamente não rotula como de oposição ou de situação, mas explicita o viés crítico que toda boa imprensa tem de ter.
E esta é o Povo.
Sacrificado no péssimo sistema de saúde local, injuriado nas repartições por conta de chefetes de segunda categoria em cargos comissionados, escorchado nos impostos taxas e emolumentos, esquecido nos grandes festerês caríssimos, comprado na bacia das almas na época da Política.
Povo que só quer pouca coisa: um lugarzinho para morar com dignidade com uma infraestrutura mínima que não comprometa muito sua renda, um sistema de saúde que realmente funcione; ser tratado com respeito por qualquerum, ver o fruto de seus impostos sendo bem aplicados, poder se divertir com o pouco ganho que tem, enfim, não precisar se vender por qualquer coisa nas campanhas.
Como cunha, entre a administração e o povo, fica o funcionalismo. Usado
como massa de manobra na Câmara por conta dos salários em atraso da última administração, mas nesta administração,sendo colocado de lado nas terceirizações do serviço, desprestigiado nas negociações que envolvem seus bens como classe, desaparecido nas inúmeras comissões que integram hoje o círculo decisório, ganhando ainda mal, por conta de uma folha engordada só nas gratificações para poucos e escolhidos e nos cargos comissionados.
Talvez minha ‘filosofia de buteco’ não seja do agrado de todos. Talvez não seja do agrado de ninguém. Mas, é como digo sempre: estou velho demais, cansado demais, sábio demais. Não dá para mudar agora.
Meu IBOPE em Nova Londrina, é excelente. Sei da importância e da penetração que o programa Rainha em Foco obteve dentro dos lares dos novalondrinenses. Sei do respeito com que sempre tratei o ‘meu público’. Sei do carinho que este mesmo público me dedica. A maioria, sem ao menos conhecer-me. Sou, para muitos, apenas uma voz. Mas eles confiam nesta Voz. Sabem que quando erro, e também o faço, nunca é por busca de vantagem pessoal. E conserto o meu erro.
Vou então tropeçando, caindo e levantando, e encontrando, pelo caminho, por incrível que pareça, gente que pensa como eu.
Por, Ricardo ‘Ronda’ Drummond de Macedo.
Seu deputado trabalha?
O jornal Gazeta do Povo desta segunda-feira trouxe um relatório sobre as atividades parlamentares dos nossos deputados que representam o Paraná na Câmara dos Deputados. Segundo conclusão do jornal, temos uma “bancada pouco produtiva”.
Por mais que quantidade não seja sinônimo de qualidade, vamos aos números de alguns deputados que conseguiram votos em Nova Londrina:
Quem apresentou propostas de lei, alteração em lei ou na Constituição Federal:
Rubens Bueno (PPS) = 34
Ratinho Junior (PSC) = 6
Cida Borghetti (PP) = 5
Assis do Couto (PT) = 3
Dr. Rosinha (PT) = 3
André Vargas (PT) = 1
Abelardo Lupion (DEM) = 0
Alex Canziani (PTB) = 0
Hermes Frangão Parcianelo (PMDB) = 0
Luiz Carlos Setim (DEM) = 0
Zeca Dirceu (PT) = 0
Pois é caro leitor, enquanto tem gente que propõe leis por um Brasil melhor, outros... E o seu deputado, como está trabalhando?
Matéria completa pode ser lida aqui:
http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1150575&tit=Bancada-pouco-produtivaPor: Cássio Augusto – professor.
Aforismos:
“Existem mais de 20 mil bombas nucleares pelo mundo. Ninguém faria tantas bombas se não pensasse em usá-las um dia.”
Takashi Morita, sobrevivente da bomba atômica que os EUA lançaram em Hiroshima na Segunda Guerra.
Prefeito de Nova Londrina abre B.O. contra a imprensa:

Mais uma vez, o prefeito municipal de Nova Londrina, filiado ao DEMOcratas, processa a imprensa local. Já aconteceu com este Blog (
aqui,
aqui e
aqui) e agora, pela
segunda vez, acontece com o site
Destak Nova Londrina e
aqui. Só nos resta, mais uma vez, lamentar o fato! Abaixo, texto publicado originalmente no site processado.
Os Quatro Cavaleiros:Zedequias era rei de Judá e não queria nunca encarar a verdade, para isso acontecer,mantinha em seu redor uma troupede falsos profetas bem pagos com o tesouro do reino, que só lhe contavam o que ele gostava de ouvir. Falavam de glórias,alardeavam vitórias, contabilizavam acertos, somavam guaiacas cheias, gargalhavam à larga
percorrendo a cidade em sua carroças reluzentes, enquanto a ruína do reino batia às portas da cidadela.
Nunca quis o governante ouvir a voz de Jeremias que lhe avisava da derrota iminente, dava-lhe bons conselhos de sobrevivência na catástrofe advinda e o admoestava sobre seus maus hábitos. Pelo contrário, o perseguia, queimava seus escritos, prendia-o e permitia que seus acólitos o humilhassem em público.
A ruína, quando finalmente sobreveio, custou ao rei toda sua família, seu reino, e seus próprios olhos, pois foi cegolevado ao cativeiro, este orgulhoso que nunca quis ver, nem ouvir e nem ler, a verdade.
A passagem bíblica que uso como intróito a este texto vem bem à calhar nestes tormentosos momentos.
O Prof. Roberto do PT, o articulista político do Diário do Noroeste, Sr. Saul Boggoni; o Willian Faria, do Destaknovalondrina, e, por fim, eu mesmo;caímos na alçada da Justiça, nas barras dos tribunais, pois estamos sendo agora processados em conjunto por sua excelência, o Prefeito de Nova Londrina.
Ao que parece, sua Excelência não gosta da forma como analiso a política municipal, e usa um dos meus últimos textos, o Panorâmicas I, como argumento em sua queixa de que denigro a imagem da administração.
Ao Willian sobraram as navalhadas que usa em sua coluna.
O Sr. Boggoni creio que entra por reproduzir em sua coluna diária no Diário do Noroeste, algumas conclusões a que chegamos e algumas informações que disponibilizamos sobre Nova Londrina. O que, diga-se de passagem, só nos enche de orgulho pela deferência de um mestre de seu calibre.
Quanto ao Prof. Roberto, cai como colaborador do Destaknovalondrina e também, é claro, pelo que escreve ali e alhures.
Este quádruplo processo, tentando atingir agora a imprensa regional também, me parece mais um daqueles conselhos da troupe de cegos que cerca o trono de sua majestade. Aos gritos de – caça! -, - cala! -, - deleta! -, tentam de toda maneira disfarçar a poeira dos cavalos do inimigo já às portas, envolvendo o príncipe num manto mal urdido de bajulações e cobranças, como se o culpado pela queda da cidade fosse o portador da notícia, e não a incompetência do exercitou a surdez do próprio governante.
A mesma Bíblia, em Provérbios, adverte os príncipes contra os maus conselheiros! Eles levam a cidade à ruína e o reino ao esquecimento. Quando não, e o caso em epígrafe o demonstra, o próprio rei ao cativeiro!
Este viés legiferante, causídico, processual, inquisidor e intimidador parece ser a tônica deste governo, que aparenta não ter mais nada a fazer no seu tempo útil e do seu dinheiro do que abrir processos em cascata contra tudo e contra todos. E pior, causando até um efeito multiplicador ao seu derredor, pois qualquer um acha-se também no direito de processar pessoas e veículos de comunicação como se vivêssemos numa ditadura stalinista. O que, graças à Deus não acontece, porque senão seríamos todos exilados para a desembocadura do Tigre ou definharíamos nos átrios do Paço à espera de clemência.
Ao que parece, a falta de notícias, a impossibilidade de fazê-las ou a carência de meios midiáticos críveis, ou ao menos audíveis, leva a que se deseje ser de alguma maneira, lembrado e comentado nos veículos locais e regionais de informação. No velho pensamento de – falem bem ou falem mal, mas falem de mim! -.
É quase de se estranhar, se não se - ‘conhecesse os bois com que se lida’ -, que num momento até particularmente bom da administração, em meio de mandato, com algumas coisas para mostrar à população, o Prefeito entre em guerra aberta contra os meios de comunicação locais e contra as pessoas que nele labutam. Estando havendo inclusive um processo de abrandamento nas relações, senão com a cúpula, ao menos com partes do segundo escalão, parceiros na informação e na divulgação de seus trabalhos.
Este quádruplo atentado ao famoso quatrilho tem todo o sabor de derrota anunciada. Outro dos famosos – tiros no pé – de que somos conhecedores de vários. Alguns, hilários até...
Uma pena tudo isso.
por Ricardo ‘Ronda’ Drummond de Macedo, pseudo jornalista, pseudo radialista, pseudo intelectual, e verdadeiro apaixonado pelo que faz.
Aforismos:
Uma vez uma aluna minha na universidade falou: “Eu acho um absurdo uma pessoa fazer isso” [operação de mudança de sexo]. E eu disse: “Olha, você não nasceu com o cabelo liso e está com o cabelo alisado e pintado de vermelho. Você recorre a artifícios para ficar mais bonita, então dê o direito ao outro de fazer a mesma coisa”. Uma mulher que põe silicone no peito e no bumbum, que usa botox, não tem moral para criticar uma pessoa que constrói uma identidade feminina por base de artifícios, da intervenção no corpo.
Jean Willis – Deputado Federal pelo PSOL/RJ em entrevista à Revista Caros Amigos.
Violência gera violência!
Sábado, por indicação de um amigo, assisti ao filme “Bobby” que trata do assassinato, em 1968 do senador Robert Kennedy, defensor da igualdade entre brancos e negros na segregada sociedade estadunidense da época. Ao final do filme, uma fala de Bobby Kennedy me deixou os olhos cheios de lágrima. Transcrevo abaixo para a reflexão de todos nós. Vale a pena!
"Não é um dia para a política. Guardei esta oportunidade, foi meu único compromisso do dia, para falar-lhes brevemente sobre a ameaça irracional da violência nos EUA que mancha a nossa terra e nossas vidas.
Isso não diz respeito a nenhuma raça em particular. As vítimas da violência são negros e brancos, ricos e pobres, jovens e velhos, famosos e desconhecidos. São, acima de tudo, seres humanos a quem outros seres humanos amaram e de quem precisam. Ninguém, não importa onde viva ou o que faça, pode saber quem será o próximo a sofrer com o derramamento de sangue sem sentido. No entanto, continua sem parar neste nosso país. Por quê? O que se conseguiu com violência até agora? O que ela gerou?
Cada vez que uma vida americana é tirada sem necessidade por outro americano, seja em nome da lei, ou desafiando a lei, por um homem ou um grupo, a sangue frio ou por impulso, num ataque de violência, ou como resposta à violência, cada vez que rasgamos o tecido de nossas vidas, que outro homem com dor e sofrimento, teceu para si próprio e para os filhos, cada vez que fazemos isso, então toda a nação de degrada.
Porém, toleramos o crescente índice de violência que ignora tanto a humanidade que temos em comum quanto o desejo de sermos civilizados. Muitas vezes, defendemos a arrogância, a desordem e aqueles que excedem a força. Muitas vezes, justificamos aqueles que estão dispostos a construir as próprias vidas às custas dos sonhos esmagados de outros seres humanos.
Mas não resta dúvida de que a violência gera violência, a repressão gera represálias e só a purificação de toda a nossa sociedade pode remover essa doença de nossas almas.
Porque se ensinar um homem a odiar e temer o próximo, se ensinar que ele é um homem inferior pela sua cor ou suas crenças ou pela ideologia política que ele segue, se ensinar que quem é diferente ameaça a sua liberdade, o seu trabalho, a sua casa ou a sua família, então estará aprendendo a tratar os demais não como cidadãos, mas como inimigos. Não à colaborar reciprocamente, mas sim a derrotar. A ser subjugado e dominado.
Aprendemos, por último, a ver nossos irmãos como estranhos. Estranhos com quem dividimos a cidade, mas não a comunidade. Pessoas com quem dividimos o espaço, mas sem esforço em comum. É impossível acreditar. Aprendemos a compartilhar apenas um medo em comum, apenas o desejo em comum de nos afastarmos uns aos outros. O impulso em comum de reagir às diferenças com a força.
Nossas vidas neste planeta são muito curtas. A missão a ser realizada é grandiosa demais para permitir que este espírito siga prosperando nesta nossa terra.
È claro que a solução não é um programa de governo, nem uma votação, mas talvez possamos lembrar nem que seja por um segundo, que os que vivem conosco são nossos irmãos que compartilham conosco a mesma vida passageira, que eles procuram, como nós, nada mais do que a oportunidade de viver suas vidas com propósito e felicidade, ganhando a satisfação e a realização que puderem.
Sem dúvida, este vínculo de destino comum, com certeza este vínculo de metas em comum, pode começar a nos ensinar alguma coisa. Seguramente podemos aprender pelo menos a olhar à nossa volta e realmente ver o próximo. Aí poderemos nos esforçar um pouco mais para curar as feridas entre nós, nos transformando de todo coração em irmãos e compatriotas outra vez."
Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.
Respeito é bom e todo mundo gosta!
Diante dos fatos ocorridos recentemente na política de Nova Londrina, republico aqui um texto postado em 12-09-2010, quando os ânimos também estavam exaltados. Como parece que à época nossos representantes não o leram, abaixo mais uma oportunidade para refletir.
Sobre passado, parlamento e civilidade:
Diante dos recentes acontecimentos...
Para que serve o passado?
Simplificando, serve para não repetirmos no presente os mesmos erros e com isso podermos construir um futuro melhor. É preciso relembrar o passado, mas não devemos ficar remoendo sempre a mesma coisa e colocando no passado, a culpa dos nossos problemas presentes. Mais, não devemos repetir no presente, o que achávamos errado no passado e dar como justificativa para nossos atos, que no passado acontecia a mesma coisa e ninguém falava nada.
Para que serve o parlamento?
Do latim “parlare” que significa “falar”. Historicamente o parlamento foi criado para que o povo, através de seus representantes eleitos pudesse ter um lugar para falar e ser ouvido pelo governante. É no parlamento que se discutem os assuntos de interesse geral da população. Para aqueles que acompanham a TV Senado, podem perceber que, apesar do tempo regimental para os pronunciamentos, o presidente sempre concede o tempo necessário para que um parlamentar complete o seu raciocínio, nem que isso demore. Já vi reuniões acabarem na madrugada, afinal, é necessário debater e são bem pagos para isso. Também, mesmo entre os adversários, são concedidos “apartes” às falas, afinal, sabem os nossos senadores que o parlamento é o lugar do DEBATE e da troca de idéias e argumentos.
As pessoas que fazem parte do parlamento são escolhidas pelo povo, portanto, gostemos ou não de todos eles, merecem o nosso respeito. Por trás de cada parlamentar, existem cidadãos que votam nele. Desrespeitar um parlamentar é também desrespeitar os eleitores que o escolheram.
O parlamento faz parte do PODER LEGISLATIVO. Os três poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si. Não pode o membro de um poder, em hipótese alguma, faltar com o respeito ao membro de outro poder. Quando isso acontece, o sujeito está na verdade desrespeitando todo o poder constituído, a república e a democracia. Por exemplo, quando um membro do Executivo desrespeita um membro do Legislativo, está atacando todo o Poder Legislativo e vice-versa.
Para que serve a civilidade?
Do latim, “civile” que designava o habitante da cidade. A civilidade é uma espécie de “código de conduta” para que todas as pessoas possam conviver minimamente em harmonia. Apesar das diferenças de opinião, cor, sexo, partido, religião, time de futebol, etc, é a civilidade que garante o respeito mútuo e a integridade da sociedade.
Quando os cidadãos perdem a civilidade, ou seja, perdem o respeito entre si, estamos a um passo do caos social e da guerra. Quem não sabe ouvir ou conviver com as diferenças, opiniões e críticas, também não sabe viver em sociedade. Para aqueles que não aceitam isso, damos o nome de fascistas (não nos esqueçamos de Hitler e Mussolini). Lembrem-se, sem a civilidade, a vida em sociedade não existe e voltamos ao tempo das cavernas.
Por: Cássio Augusto Guilherme – Professor e mestrando em História pela UEM.
Formação ou deformação docente?

Uma pesquisa empreendida numa universidade paulista revelou que os estudantes de Letras e Pedagogia, quando terminam seus cursos, não dispõem de um acervo pessoal com as obras fundamentais de suas áreas de estudo. Não bastasse a precariedade dos cursos, ou decerto por isso mesmo, os estudantes se formam (se é que se formam) praticamente sem saber os principais conceitos da área e, pior, desprovidos de qualquer recurso bibliográfico aos quais possam consultar em momentos de dúvida.
Os estudantes de Letras, por exemplo, não têm em casa uma única gramática tradicional e, quando têm, é alguma edição antiga, dos anos 1960, de quando os pais estudaram os poucos mais que estudaram, já que a retumbante maioria desses estudantes, vêm de famílias com baixa escolaridade e até com escolaridade nenhuma. Não se importam em comprar o telefone celular mais sofisticado, mas quando se trata de comprar livros, fazem sempre um pequeno escândalo que são muito caros (e são mesmo!). O que for possível xerocar, mesmo sendo obra disponível no mercado, é xerocado (um verbo que soa tão feio e que remete mesmo à obscenidade do que significa). O que for possível copiar e colar da internet é copiado e colado e entregue como trabalho final de disciplina. E aceito alegremente por muitos professores.
É verdade que 70% dos estudantes de Letras só estão na universidade para conseguir um diploma superior e tentar outra coisa depois (em Brasília, paraíso do funcionalismo público, o sonho dourado é sempre passar num concurso). Não admira, sendo a educação brasileira o que é: uma tragédia ecológica pior do que as queimadas da Amazônia. O mais trágico é que se forma com tudo isso um círculo vicioso e viciado: estudantes vindos de uma escola pública péssima entram em cursos universitários péssimos e recebem uma formação que é mais uma deformação que qualquer outra coisa. Saem diplomados, não conseguem lugar no mercado de trabalho, porque não têm formação suficiente, e vão tentar a sorte no magistério, último reduto de quem não consegue coisa melhor na vida. E lá vão essas pessoas ensinar (o quê?) aos alunos da rede pública, que já é uma rede mais do que rasgada e furada, por onde os peixes escapam, felizes da vida.
Enquanto nada for feito para dignificar a profissão docente, e enquanto os cursos de Pedagogia e Letras não forem implodidos para em seu lugar surgirem verdadeiras escolas de formação docente, vamos continuar sendo uma das dez maiores economias do mundo e o 85º país em qualidade educacional.
Por Marcos Bagno – lingüista – Revista Caros Amigos de Abril de 2011.
Pedágios no Paraná:
É publica a minha revolta quanto aos pedágios. Sou radicalmente contra e por vários motivos.
Ano passado me referi sobre isso no Blog.
Na sua edição de domingo, o jornal Gazeta do Povo traz alguns números interessantes sobre os pedágios paranaenses. Vamos a eles:
_ Preço do pedágio triplicou em 12 anos;
_ A tarifa média no Paraná é de R$ 14,35, enquanto que no Rio Grande do Sul é de R$ 8,75, em São Paulo é de R$ 8,15 e nas rodovias federais é de R$ 6,53;
_ Desde a implantação a tarifa aumentou 185%, enquanto que a inflação no mesmo período foi de 118%;
_ A arrecadação das concessionárias aumentou em 238% enquanto os investimentos em melhorias aumentaram 138%;
_ Em 2010, o lucro das concessionárias foi de 1,2 bilhões de reais.
O que você, caro leitor, pensa a respeito?
Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.
A polêmica zona 07 de Maringá – parte II:

As recentes atitudes por parte de alguns maringaenses, que imbuídos de atitudes patrimonialistas, para não dizer outra coisa, continuam gerando polêmica. Concordo com o princípio de que o meu direito termina quando começa o de outra pessoa, mas também, o direito de outra pessoa só começa quando termina o meu.
Abaixo, outro texto que circula no Facebook, mas que infelizmente não consigo identificar o seu autor para lhe dar os parabéns.
Universitário, transfira seu título para Maringá - ASSUMA!
Quinta, 1 de setembro às 18:00 at TRE - Maringá, Brazil.
MANIFESTO UNIVERSITÁRIO
Pessoal, todos têm acompanhado a perseguição que o Prefeito de Maringá tem promovido com os universitários em geral, principalmente os oriundos de outras cidades, numa nítida atitude xenofóbica, como se nós, que muito colaboramos para o crescimento da cidade de Maringá, e muitas vezes adotamos essa maravilhosa cidade para viver no nosso futuro profissional, estivéssemos ocupando o espaço que pertencesse a algum maringaense nato, como se, por sermos originários de outras cidades, fossemos estrangeiros desmerecedores da atenção desta maravilhosa cidade, como se fossemos menos cidadãos que os outros.
Há cerca de 3 ou 4 anos atrás o Prefeito, em uma entrevista a imprensa, descreveu que “todos os universitários da UEM” eram “drogados”, depois a cada manifestação do senhor Prefeito o mesmo continuou a adjetivar os universitários como baderneiros, desocupados e até mesmo marginais. Ninguém fez nada!
Há algum tempo atrás o mesmo incentivou e aprovou uma lei absolutamente Inconstitucional que vedava o universitário da UEM, e somente na UEM, de consumir qualquer bebida que tivesse o menor teor alcoólico, durante o período que iria da sexta feira que antecede o vestibular até seu último dia, prevendo que, espante-se, o fiscal do Município poderia simplesmente confiscar o copo da mão do universitário e descartar no chão. Ninguém fez nada!
Depois, esforçou-se para aprovar uma lei que vedasse a venda de bebidas alcoólicas a menos de 200 metros das Universidades, mas vejam, isentou o poderoso Shopping Avenida Center da aplicação dessa lei, e, pasmem, essa lei foi dirigida SOMENTE aos estabelecimentos localizados próximos às Universidades, ou seja, não se aplicou às escolas de ensino primário, fundamental e médio, que é onde deveria se evitar, de fato, a venda de bebidas alcoólicas, numa clara demonstração de que pretendia se atingir somente os universitários. Ninguém fez nada!
Nos últimos meses tem promovido e incentivado a Polícia Militar, com a ajuda da Guarda Municipal, que tem a única função institucional de vigiar os prédios municipais, a promover arrastões às quintas feiras, na Rua Paranaguá, independente de haver som, barulho ou qualquer desordem, de forma truculenta, para não dizer violenta, empurrando, agredindo, aplicando choque elétrico e utilizando o cacetete, para quem estivesse na rua, como se fosse um toque de recolher, remontando à ditadura militar. Ninguém fez nada!
No último mês ocorreu uma onda de furtos, roubos e assaltos a vários universitários e repúblicas de Maringá, apenas num agravamento do cenário que se repete ano após ano, a Polícia não prendeu ninguém, e, seguindo a linha do Prefeito, em entrevista o Oficial da PM afirmou que a culpa dos crimes é dos Universitários porque promovem festas e acabam não ficando em suas casas, e são baderneiros intelectuais. Ninguém fez nada!
A Zona 7 é uma das regiões mais populosas de Maringá, o segundo maior bairro da cidade em números absolutos de habitantes e o primeiro em densidade demográfica. No entanto, a Prefeitura não tem instalado um único posto de saúde na zona 7, e se não fosse o serviço ambulatorial simples, oferecido pela UEM, todos os habitantes da região estariam sem nenhuma assistência do sistema de saúde público. Limpeza das vias pública, roçada de terrenos vazios, recapeamento asfáltico, reposição de lâmpadas de postes ou mesmo poda de árvores é lenda na Zona 7. Funcionários da Prefeitura na zona 7? Só duas vezes por ano: que são os fiscais durantes os vestibulares. Ninguém fez nada!
Na última semana, vimos que o único bar universitário que ainda resistia as pressões políticas e às arbitrariedades do poder público, único ponto de encontro e diversão dos estudantes universitários da zona 7, fechar suas portas, encerrar suas atividades, por arbitrariedade e ilegalidade da Prefeitura Municipal. Ninguém fez nada!
Ao final do mês de abril o Sr. Prefeito Silvio Barros decidiu que nenhuma festa universitária em chácara seria liberada, mesmo aquelas que sempre preencheram os requisitos para obter os Alvarás. Isto aconteceu em resposta ao pedido de esclarecimentos por parte do Conseg de Maringá, que buscava informações a cerca de uma rave realizada no Parque dos Cerealistas. Deparou-se com uma situação inusitada: a rave, que obteve parte dos Aalvarás da prefeitura, teve a sua disposição máquinas da prefeitura para terraplanar o terreno. Sim, pasmem, uma rave em local absolutamente inapropriado teve o apoio da prefeitura para a sua realização. Tratava-se de evento realizado por um “parceiro” do mais importante secretário municipal. Ou seja, se for amigo de pessoas ligadas ao Prefeito, até rave sem preparo algum de produção pode acontecer.
Neste Sábado, uma festa universitária, promovida por dois centros acadêmicos da UEM, como um dos únicos meios de juntar fundos para realizar suas atividades, em parceria com uma agência de eventos legalmente estabelecida, que preenchia todas as exigências de outros órgãos de segurança e fiscalização, e que seria realizada no mesmo local onde antes já foram liberados eventos, não aconteceu, porque a Prefeitura Municipal sem qualquer amparo legal, decidiu que simplesmente não mais irá liberar eventos universitários, ao arrepio da lei e do princípio da legalidade, impessoalidade e da livre iniciativa. NINGUÉM VAI FAZER NADA?
Até quando vamos ser enxotados e tratados como animais por um Prefeito que tem várias condenações judiciais, inclusive por improbidade administrativa, e que, a rigor, sequer pode ser candidato, porque se enquadra no conceito de “Ficha Suja”?
Qual a moral tem um ímprobo para adjetivar negativamente qualquer classe de pessoas, principalmente aquelas que representam mais de 10% da população local, e que movimentam mais de 20% da Economia da cidade?
Estamos cansados de falar e não ser ouvido, e quando falamos tapam os ouvidos e nos chamam de baderneiros generalizadamente, só por sermos estudantes, sem separar o joio do trigo. É como se chamássemos todos os políticos de corruptos só por serem políticos.
Chega gente, é hora de darmos nosso grito, é hora de sermos ouvidos, e se estão se valendo da Política para nos prejudicar e para nos oprimir, vamos usar da mesma arma para nos libertar, vamos soltar nossa voz. ESTUDANTES VINDOS DE OUTRAS CIDADES, TRANSFIRAM SEU TÍTULO DE ELEITOR PARA MARINGÁ E VAMOS VOTAR AQUI NAS ELEIÇÕES DE 2012!
PS: O “Ninguém fez nada!” comum ao longo do texto me fez pensar um pouco aqui. Se estivéssemos nos anos 1980 quando a juventude universitária ouvia coisas como Legião Urbana, Titãs, Plebe Rude, Engenheiros, Capital Inicial, Biquini Cavadão, Paralamas do Sucesso, Raul Seixas, etc, ao invés de coisas como “ó o pente, ó o pente, ó o pente”, “O meu pai ta muito bravo, diz que o curso não acaba” ou “nóis é beberão, nóis é cachaceiro, nóis tem conta no bar, no açougue e no puteiro”, seria diferente? A quem interessa a alienação política? Vale a reflexão!
Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.
A polêmica zona 07 de Maringá:

Tá difícil para os estudantes de Maringá encontrarem diversão na cidade que um dia se orgulhou de ser universitária. Repressão policial, bar tradicional que por pressão fecha as portas e agora, Prefeitura que não libera Alvará para festas em chácaras. As “autoridades” não estão dando a devida atenção para os jovens da cidade. Uma lástima.
Abaixo, texto que circula no Facebook, mas que eu não consegui identificar o seu autor.
OS PROTAGONISTAS DE MARINGÁ SÃO TRATADOS COMO VILÕES!
Recebi isso via email e resolvi repassar pelo facebook, já que por aqui o efeito é avalanche!
"Bom dia estudante da UEM! Estamos sabendo que o Kanarinhus Bar fechou as portas, e segundo a notícia do jornal devido a clara briga dos estudantes com a polícia e as autoridades.
O que isso tem a ver com esse e-mail? Não estou aqui parar falar se o Kanarinhus deveria ter ou não fechado. O que acredito que PRECISAMOS refletir é o seguinte: PARA TODOS OS OUTROS MARINGAENSES É MUITO FÁCIL FALAR QUE MARINGÁ TEM A MELHOR UNIVERSIDADE DO PARANÁ! AGORA, FAZER ISSO ACONTECER QUE É O DIFÍCIL. SE OS ESTUDANTES DA UEM, ESSES MESMO QUE MORAM NA ZONA 07 E FAZEM "BAGUNÇA" NO KANARINHUS, SE ESSES NÃO SUASSEM A CAMISA TODOS OS DIAS, SE ESSES NÃO ESTUDASSEM MUITO, PODERIA EXISTIR AUTORIDADE QUE FOSSE, VERBA QUE FOSSE, QUE ESSA NUNCA SERIA A MELHOR UNIVERSIDADE DO PARANÁ.
Aí vem a questão, como estão sendo tratados esses estudantes?
Não encontrei a quantidade exata de alunos do campus de Maringá, mas o total entre alunos e funcionários são 20 mil pessoas. Acredito que se metade forem alunos, somam 10 mil. Mesmo subtraindo os alunos que vem e voltam todos os dias de outras cidades e os que moram em outras regioões de Maringá, o número de estudantes da UEM que moram na Zona 07 ainda é imenso!
Esse número enorme de estudantes (que moram na Zona 07) logo de cara encontraram encontram dificuldade por querer morar perto da faculdade. Quem está lendo esse e-mail que nunca passou pela situação ou tem um amigo que, após passar num vestibular que é dos mais concorridos do país, tentou alugar um apartamento AO LADO da UEM, e ouviu a frase "nós não alugamos apartamento pra estudante" ou então "esse condomínio não aceita estudantes". A "guerra" contra toda a sociedade já começa no primeiro dia, apenas por querer o óbvio. Morar perto do lugar onde se estuda.
Tudo bem, após conseguir um local pra morar, vem o problema da segurança. Muitos e muitos casos de assaltos a casas e a estudantes no nosso bairro. Agora o conselho da polícia, segundo o jornal da cidade é "Ele recomenda que, como muitos estudantes saem das aulas em horário avançado, tomem ações de precaução. Entre elas, o tenente lista não andar sozinho pelas ruas, evitar as vias sem iluminação e não ostentar joias ou tênis considerados "de marca"."
Por onde andar se a maioria das ruas da Zona 07 não é bem iluminada? Como voltar da aula (sendo que a maioria dos estudantes não tem carro) sem ser a pé e por vias não iluminadas?
Aí vem o X da questão, cadê o maior patrulhamento da polícia nos dias normais? Nos dias em que estamos voltando da aula e somos assaltados? Por que ela só aparece nas quinta-feiras, no nosso dia de lazer? Nos nossos dias de trabalho e estudo ela não está aqui para nos defender dos assaltantes. Mas na quinta-feira, para defender os outros moradores do nosso barulho ela vem. E vem com dez viaturas duma vez só. Cadê a prefeitura que não ilumina as nossas vias e não multa quem tem terreno baldio com mato para assaltante se esconder?
E sobre o nosso lazer, que incomoda tanto as outras pessoas, somos um número enorme de estudantes, na maioria jovem, que precisamos de lazer! Conseguir nos impedir de tomar nossa cervejinha, comer espetinho, assistir futebol e encontrar nossos amigos perto da nossa casa, nunca vão conseguir impedir. Mas já que o problema é nos concentramos em um só bar, em um só dia, porque a prefeitura não oferece outras opções de lazer próxima as nossas casas? Porque a prefeitura não presenteia esses estudantes que fazem da UEM a melhor do Paraná com shows, teatros, atrações esportivas, etc?
Pois é, essa mesma Zona 07, que deveria ser o cartão postal de Maringá, já que é aqui que a cidade recebe estudantes e familiares de estudantes que vem do Brasil inteiro, que é tão mal cuidada. Falta respeito e consciência das autoridades da cidade para com os estudantes, que pagam a mesma quantidade de impostos que todos os outros moradores da cidade e ainda são os grandes responsáveis por levar essa fama tão boa da UEM e de Maringá para todo o país.
OS PROTAGONISTAS SÃO TRATADOS COMO VILÕES!"
Sobre a censura em Nova Londrina:
O site
Destak Nova Londrina está à tempos recebendo o devido destaque na cidade e região. O mesmo espaço que este Blog já ocupou um dia, como espaço democrático para a livre manifestação da população novalondrinense, tão carente de informação, hoje tem sido ocupado pelo Destak.
Infelizmente, assim como este Blog sofreu censura (veja
aqui,
aqui e
aqui), me parece que também o Destak está tendo que diminuir o seu ímpeto jornalístico, investigativo e de comentários da população.
Não sou fã do site. Muito pelo contrário. Penso que o mesmo é apelativo em muitos momentos, propagandístico político em outros e que o anonimato nos comentários gera repercussões negativas. No entanto, como diria o filósofo Voltaire “Não concordo com uma só palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las”. Infelizmente, nem todos pensam assim!
Assim como neste Blog, agora é necessário fazer um login no site para comentar. Espero que a população dê a cara para bater e assine em baixo aquilo que pensa e diz. Nossa Constituição Federal garante a liberdade de expressão, mas veda o anonimato. Então, falar o que se pensa não é crime, desde que não ofendamos a honra de outrem.
Pelo Movimento Fala Nova Londrina.
Abaixo, texto de Ricardo Ronda, publicado no site Destak Nova Londrina, sobre o assunto. Leia e tire as suas próprias conclusões:
QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME
Se algum dia você pediu um 'favorzinho' à um Guarda Rodoviário, se numa blitz do Ministério você pediu arrego. Se buscou formas de ganhar licitações com algum 'jeitinho', se usou do nome da 'família' para conseguir uma mesa em algum restaurante. Se resolveu erros profissionais com cestas básicas e esmolas, você não tem mais moral para impor nada.
O filtro é fino? Pois é.
E deixa quase todos nós presos nele, então, quem somos para pedir que outros tenham a moral ilibada em cem por cento que nós mesmos não temos?O assunto veio à calhar por causa da última investida do Osmar Milani em cima da liberdade de imprensa na Nova Londrina.
O Destak Nova Londrina se tornou o espaço mais democrático que nossa cidade já teve. Todos, e eu digo todos mesmo, tinham e tem o seu espaço garantido, gratuito, amplo e irrestrito.
Arlindo toma pau e não reclama, Roberto toma pau e não reclama, Marcelo toma pau e não reclama, Sonsim toma pau e não reclama, Vico toma pau e não reclama. Ronda toma pau e não reclama. Miguel toma pau e não reclama. Até o Dornellis toma pau e não reclama!
Pois bastou o Dr Osmar Milani mandar um email insultuoso à pessoa do Willian e com os que ele anda, ver-se publicado, como todos o são, para intentar censuras à livre manifestação do pensamento pelo Destak Nova Londrina.
Ora, o espaço é livre. Nunca na história desta cidade tantos apanharam tanto sem fazer nada de errado contra o veículo, matando o mensageiro, em vez de cuidar da mensagem.
É público e notório que todos são insultados alí. Virou isso. Mas havia também a concordância explícita em todos que o importante era o espaço de manifestação, e quem não gostava não abria o site. O que importava, e importa, é que todos podiam manifestar-se da forma que quisessem, anonimamente ou não, elogiávelmente ou não.
No universo político, é melhor ser mal falado que inexistente. Falem bem ou falem mal, mas falem de mim!
Infelizmente, o Dr Osmar Milani, que não tem participação expressiva em nenhum movimento político atuante em nossa cidade, que afora a Pontal, não tem nenhum veículo onde expresse suas idéias, se é que as tem; por causa de comentários sobre o seu email resolveu pressionar o Destak Nova Londrina a que fechasse sua caixa de recados.
Oxigênio da discussão, termômetro da temperatura política, descarrego biliar de muitos, os recados do Destak Nova Londrina eram uma lufada de liberdade nesta Nova Londrina tão carente de crítica, dentre outras carências. Pelos comentários, avaliava-se perifericamente o 'quem é quem' municipal, destilava-se mágoas, rancores e reclamações que nem sempre se tinha a coragem de fazer de público, num trabalho até de profilaxia mental, aliviando tensões pela caneta, e não pelos punhos ou pelas armas.
Pois bastaram três comentários desairosos sobre a figura do Dr Osmar Milani para que ele se enchesse de pruridos morais epressionando, fechasse esta torneira do povo, sempre aberta à todos os sedentos e sempre abundante.
Como já tinha fechado os ouvidos da população de três municípios à Palavra Santa do Padre Manzotti. Como já tinha trancado nosso comércio e indústria à propagação de seus produtos e serviços pelas rádios comunitárias da região.Ao dar livre expressão às suas críticas no malfadado email, jamais passou pela cabeça de ninguém que tal ação ficaria impune. Homem que se diz tão inteligente, deveria ter calculado a repercussão negativa que teriam seus comentários e se preparado, democraticamente à, ou rebatê-las no mesmo espaço ou simplesmente ignorá-las, não abrindo o site para vê-las. Fácil não é?Em vez disso, armou uma reunião com a promotoria, o Destak e ele mesmo, instrumentalizando até o Promotor Público, que na melhor das intenções, e desconhecedor da problemática a ele levada em sua casa, achou que alguma forma de compromisso era possível, daí, até o creio, ao permitir o uso de sua sala para isso.
Mas infelizmente não é. Contra a escuridão só a luz funciona. Contra os demagogos de plantão só a verdade nua e crua pode mais. Contra os fascistas de ocasião, só um Nuremberg pode acomodar.
À cada espaço que se fecha, mesmo numa cloaca como a caixa de recados, mais pessoas ficam de fora da discussão, menos vigilância se impõe sobre tudo e todos, figuras públicas ou que almejam sê-lo.
Lamentável, vergonhoso, indigno.
Por, Ricardo Ronda.
Fonte: http://www.destaknovalondrina.com.br/admin/ricardoronda.php?subaction=showfull&id=1306589757&archive=&start_from=&ucat=6&sivu=news