04 março 2014

Chamada de artigos para livro:


Após o sucesso do primeiro livro que organizamos sobre a história recente da região noroeste do estado do Paraná intitulado “História e Memória da Colonização do Noroeste do Paraná: os casos de Paranavaí, Nova Londrina e Loanda”, publicado pela editora Massoni, acreditamos ser importante darmos continuidade nas publicações sobre o tema.

Agora ampliamos o debate e organizamos uma edição impressa (livro) sobre a história recente da região norte, noroeste, centro-oeste, oeste e sudoeste do estado do Paraná. Recebemos contribuições em artigos para publicação até o dia 31/05/2014 pelo e-mail: cassionl@yahoo.com.br


Objetivos:

Objetivo Geral:
Divulgar a história local dos municípios das regiões acima citadas, em torno de fatos ocorridos desde a época de sua (re)ocupação e colonização, a partir do início do século passado, até os dias atuais.

Objetivos específicos:
_ Apresentar à comunidade local uma parte das inúmeras pesquisas que se têm realizado sobre a história das regiões;
_ Possibilitar às populações locais o conhecimento de sua história regional;
_ Divulgar a história regional a nível local e nacional;
_ Promover o conhecimento e a discussão da história regional entre profissionais e leigos da história;
_ Possibilitar a elaboração de material didático com conteúdos da história regional;
_ Ampliar a discussão e o debate acerca da política regional a partir dos resultados de pesquisas e estudos recentes sobre a história da região.


Metodologia:

Atualmente existe uma grande quantidade de pesquisas acadêmicas sobre história regional do Paraná. A história regional tem sido objeto de pesquisa de importantes programas de pós-graduação em história, em diversas universidades do Estado e do país. No entanto, grande parte desse material não é divulgada, se quer sai da gaveta para uma eventual publicação. A maior dificuldade do pesquisador da área é encontrar um canal de divulgação para seus trabalhos. Por isso, resolvemos possibilitar essa oportunidade de divulgação com a organização de um livro com textos de pesquisas recentes sobre a história regional do Estado.


Normas:

_ Arquivo em formato Word, contendo entre 15 e 25 páginas, papel A4, margens 2,5, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento entre caracteres 1,0 e entre linhas simples;
_ O nome do autor deve vir abaixo do título e acompanhado de nota de rodapé com a qualificação, lattes e e-mail.
_ As citações deverão ser no modo autor-data e as referências bibliográficas apenas dos textos citados no trabalho, deverão vir ao final do artigo;
_ Com o envio do trabalho o autor já está automaticamente autorizando os editores a publicar seu trabalho, ciente dos fins não lucrativos do mesmo e de seu caráter acadêmico.
_ As imagens que não forem de domínio público deverão vir acompanhadas de autorização para publicação.
_ Os editores avaliarão os trabalhos e se reservarão ao direito de publicar apenas aqueles considerados relevantes.
_ O conteúdo dos trabalhos publicados é de responsabilidade dos seus autores.


Financiamento e distribuição:

Os editores buscarão junto às agências de fomento a verba necessária para a publicação de 300 exemplares do livro que serão divididos da seguinte forma: 25% para os editores fazerem doações às Universidades paranaenses e 75% dividido de forma igual entre cada um dos autores. Caso não consigamos verba junto às agências de fomento, o custo da publicação será dividido de forma igual entre cada um dos autores que ainda queiram participar da publicação. Estamos abertos a outras propostas.


Atenciosamente, os organizadores:


Maurílio Rompatto – Doutor em História; Professor da FECEA;


Cássio Augusto S. A. Guilherme – Mestre em História; Professor da Faculdade Ingá/Uningá e da Faculdade Alvorada.

11 dezembro 2013

7˚ dia – Viagem à Águas Calientes (Machu Picchu).

         O grande dia finalmente chegou. Vamos para Machu Picchu. Havíamos combinado com o Elias, nosso guia, de nos encontrarmos na Praça de Armas às oito da manhã. Lá estávamos na hora marcada e perfeitamente organizados com mochilas e lanches para viagem. Mas, cadê o Elias? Claro que ele atrasou e depois percebemos o motivo. A Van que nos levaria até a Hidroelétrica de Santa Tereza, no Rio Urubamba, não cabia todos, pois íamos em sete brasileiros, mais cinco argentinos. Atrasamos em quase três horas a nossa saída de Cusco.
         Para ir até Águas Calientes, que fica na base da montanha que dá acesso ao parque de Machu Picchu, há duas grandes formas. Uma é ir de trem de Cusco até Águas Calientes. Pelo que ficamos sabendo é pouco tempo de viagem, super seguro, confortável e caro. Já estávamos de mochilão, preferimos a segunda opção, mais barato, aventureiro e de certa forma até, perigoso. Assim, pegamos uma Van de Cusco até a Hidroelétrica e de lá ainda teríamos que caminhar, seguindo a linha do trem, cerca de duas horas pela floresta até o povoado de Águas Calientes.
         Sinceramente, foi o dia mais do caralho do mochilão. Não imaginava a aventura que seria essa viagem até Águas Calientes. Pensa na descida da serra para Santos/SP, agora retire as grades de segurança na rodovia e depois retire o asfalto. Some-se a isso um motorista com sono (tive que dar meu pacotinho de folhas de coca para ele), mas experiente, apesar de ter parado em uma igrejinha à beira da estrada para pedir proteção, o que seguindo o guia Elias, todos os motoristas fazem e quedas d’agua que atravessavam esta estrada sem asfalto e muitas vezes a interditavam.
         Apesar disso, a paisagem era belíssima, deslumbrante, fenomenal, fantástica. Colamos na janela da van e fotos para todos os lados. Compensa a aventura. O visual é caralho (desculpe o
palavrão, mas não encontrei um palavra para definir melhor!).
         Como toda viagem pelas estradas peruanas, o problema é a falta de infra-estrutura, como banheiros e alimentação ao longo das estradas. Sempre que precisamos de um dos dois, paramos nas casas dos populares e pagamos, por exemplo, pelo uso do banheiro.
         Chegamos à Hidroelétrica no final da tarde. O sol se punha e fomos encaram a caminhada pela floresta, seguindo a linha do trem. Tivemos dois problemas: nem todos caminham no mesmo ritmo e a escuridão da noite chegou logo. Acho que as fotos falam por si. Depois de umas duas horas, chegamos todos vivos à Águas Calientes, que aliás, é um local belíssimo e dotado de toda estrutura turística, no meio das montanhas. Parabéns à engenharia peruana, pois para levar os materiais de construção, não deve ter sido fácil.
         Fomos levados até nosso hostel, tomamos um merecido banho e fomos atrás de janta. Muitas opções e caímos em uma deliciosa pizzaria. Depois, dormir pois no dia seguinte, Machu Picchu nos aguardava.

6˚ dia – Convento, Saqsayhuamán, Q’enqo, Pukapukara e Tambomachay:

         Claro que acordamos com aquela ressaca pós-reveillón e posso garantir, duas xícaras de chá de coca e eu já estava pronto para outra. Ainda bem que nossos passeios neste dia começavam todos após o almoço. Descemos novamente até a Praça de Armas para continuar o passeio pelo Vale Sagrado dos Incas.
         Primeiro fomos até o Convento de Santo Domingo, uma obra gigantesca, no centro de Cusco. Como o próprio nome sugere, se trata de um convento católico, hoje transformado em museu e construído em cima de um antigo templo Inca. O passeio é bacana, muitas relíquias banhadas a ouro e a arquitetura Inca se mistura com a espanhola. O jardim é belíssimo. Nos irritou neste passeio a demora. Estávamos em um grupo com guia, então foi muito enrolado para o nosso gosto.
         Depois, microônibus e pegamos a estrada rumo às outras ruínas Incas. Primeira parada no Parque Saqsayhuamán. Enorme construção de pedras perfeitamente encaixadas umas às outras. Chega a nos deixar a reflexão do “como eles fizeram isso?”. À época Inca, era uma espécie de fortaleza militar de defesa e também templo ao deus Sol. O passeio é belíssimo e a explicação do guia, fascinante. Como dá para perceber pelas fotos, foi um dia de garoa e capas de chuva.
         Próxima parada, Q’enqo. Antigo templo religioso onde se realizavam sacrifícios de animais em homenagem aos deuses. As pedras com sangue ainda estão lá e o lugar é um labirinto interessante. Cheio de explicações mitológicas/religiosas.
         Depois, a alta e gelada Puka Pukana, antigo local de observação devido à sua localização privilegiada no alto de uma montanha. Ventava muito, garoava e o frio dos Andes era intenso.
         Por fim a ainda mais alta Tambomachay, importante pelos seus aquedutos que alimentavam de água limpa outras regiões do Vale Sagrado dos Incas. Mais frio, mais altitude e muita folha de coca para “mascar” e conseguir sobreviver.
         Na volta, ainda paramos em um casebre à beira da estrada para conhecermos a confecção de lãs de Alpacas e Lhamas e claro, fazer umas comprinhas. Chegamos ao Albergue e só pensávamos em dormir, até porque, o outro dia seria ainda mais longo e de mais expectativa. Para aqueles que forem à Cusco, o passeio pelo Vale Sagrado inclui outros lugares que não visitamos por conta do tempo escasso. Informem-se.

07 setembro 2013

5˚ dia – Pisaq, Ollantaytambo e Reveillon em Cusco.

Primeiro dia de passeios mesmo. Logo cedo um chá de coca quentinho e delicioso no hostel. Descemos até a Praça de Armas, onde sairia nosso micro-ônibus para os passeios acertados no dia anterior com a agência. Expectativa à mil, até porque não sabíamos o que íamos encontrar exatamente no passeio pelo Vale Sagrado do Incas. Mochilas com os devidos quites de sobrevivência, comida, água, capa de chuva, gorros, blusa extra.
         Passamos muito tempo viajando no ônibus. Os passeios são longe. Mas a paisagem, muito diferente da que temos no Brasil, faz o tempo passar rápido. Vale a pena sentar na janela, preparar a máquina e registrar o passeio e a estrada. Paramos para almoçar em um restaurante bom até, na estrada. Mas achamos o preço meio salgado e como tínhamos os sanduíches, economizamos. Passamos por várias cidadezinhas e vilas ao longo do caminho.
         Chegamos a Pisaq, o primeiro ponto de parada. Ruínas Incas, onde pudemos andar a vontade, com o guia explicando o lugar, a história, o funcionamento à época, etc.
         Depois fomos para Ollantaytambo. O primeiro lugar surpreendente do passeio, pelo menos para aqueles que são apaixonados por história e cultura. Lá aprendi como os Incas se relacionavam com a natureza e os demais seres vivos. Foi enriquecedor. Infelizmente fizemos um bate-volta, pois a cidade e as ruínas de Ollantaytambo mereceriam mais.
         Em ambos os lugares haviam muitas feiras de artesanato. A dica é sempre pesquisas e pedir descontos. Brasileiros costumam ser vistos como pessoas de bom poder aquisitivo.
         Voltamos já noite pra Cusco. Tempo de comprar uma janta e uma bebida, afinal, tínhamos um réveillon para aproveitar. Voltamos ao hostel e o clima era super frio e agradável. Da sacada do Albergue, fizemos um esquenta com argentinos, venezuelanos, colombianos, etc e descemos para a Praça de Armas, onde um palco já estava montado e muita gente no local. Tivemos neste dia o primeiro contratempo também. Três amigas foram furtadas. Levaram uma máquina fotográfica e muito dinheiro. Como não havia mais o que fazer, fomos tentar aproveitar a virada do ano.
         Não tinha muitas expectativas para o réveillon, mas sinceramente, foi um dos melhores da minha vida. Praça cheia de gente do mundo todo, fogos, banda de música local, dar e receber “feliz ano novo” e muitas línguas diferentes e claro, a parte impublicável da festa, que vai da imaginação de cada um.

         Legal foi quando deu meia-noite, a tradição faz as pessoas darem uma volta em torno da praça. Parecia uma micareta. Todo mundo dançando, pulando, bebendo, se abraçando enquanto dava volta na praça. Depois paramos em um canto e continuamos falando com todo mundo, conhecendo outros brasileiros, peruanos, latinos. Recomendo o réveillon em Cusco.

03 agosto 2013

4˚ dia – Cusco

         Mais uma vez, acordamos cedo, pegamos nossas coisas e fomos rumo à Praça de Armas, procurar onde ficava o Albergue Municipal que havíamos reservado. Já era dia 30/12. Subimos a Avenida Del Sol, a principal de Cusco. Subida íngreme e sim, a altitude nos deixa com falta de ar. Fomos perguntando para policiais o que fazer e nos indicaram a Oficina de Informação Turistica. Apesar da grande fila, afinal a cidade estava repleta de turistas e mochileiros, e por ser um domingo, manhã de missa e ruas cheias, fomos muito bem atendidos no local. Detalhe para a quantidade de ambulantes lhe oferecendo todo tido de coisa. Compramos os primeiros gorros para os orelhas suportarem o frio e um saquinho de folha de coca, para ajudar na caminhada (aprenda a “mascar coca” logo no primeiro dia. Ajuda e muito à amenizar os efeitos da altitude).



         No Centro de informações pegamos mapas e tiramos todas as duvidas sobre passeios, média de preço, onde comprar bilhetes, quanto tempo demoram os passeios e viagem. Foi ótimo. De mapas nas mãos, fomos nos aventurar atrás do Albergue Municipal (outra parte boa do mochilão: faça você mesmo) pelas estreitas, íngremes e lindas ruelas e escadarias de Cusco. O Albergue fica na Calle (rua) Kiskapata, difícil de encontrar, mas recompensador. O local além de ter uma diária barata 15,00 reais por dia, possui uma bela vista para o centro de Cusco, funcionários simpáticos e ambiente muito bem higienizado e com chuveiro quente.
         Deixamos nossas mochilas maiores no quarto e descemos novamente à Praça de Armas para almoçarmos e irmos às agências de turismos comprar os pacotes de passeio. Aprendemos que no entorno da praça as coisas são melhores, mas também mais caras. Visitamos muitas agências, vimos preços e passeios até fecharmos em uma que fica na Calle Hathunrumiyok, Travel Agency, com o Elias, um peruano que toca a agência como negócio de família com a esposa e faz as vezes de gruía, também. Compramos três pacotes:
_ para o dia 31/12 passeios por Pisaq e Ollantaytambo, no chamado Vale Sagrado Inca;
_ para o dia 01/01/2013 passeios por Tambomachay, Saqsaywaman e Puka Pukara;
_ para o dia 02/01 viagem de van até a Hidroelétrica em Santa Tereza, de lá caminhada pela floresta até Águas Calientes, com hostel para pernoite;
_ dia 03/01 subida em Machu Picchu e depois volta de trem até a Hidroelétrica, onde pegaríamos novamente a van para retornarmos à Cusco.

         Todo este pacote custou cerca de R$ 350,00. Pechinchar é uma necessidade. Pagamos tudo e ficamos com o devido recibo. Elias, super prestativo, nos levou para trocarmos mais dólares-soles e até a local da prefeitura onde compramos os boletos para as entradas nos parques. Quem tiver carteirinha internacional de estudante, tem mais descontos nos bilhetes.
         Tiramos o restante do dia para andar por Cusco, que é uma cidade maravilhosa para quem adora história. Fomos ao Mercado Municipal fazer algumas compras, sempre pechinchando. No geral, as coisas são baratas, mas a qualidade, das roupas por exemplo, não é das melhores, muito embora, uma dica que aprendi é levar poucas camisetas e blusas (é frio a noite, afinal, Cordilheira dos Andes e altitude) e deixar para comprá-las no mochilão.
         Decidimos ainda fazer uns sanduíches para levar na mochila, afinal íamos viajar bastante e percebemos que no Peru, ao contrário do que temos em muitas regiões aqui do Brasil, a infra-estrutura nas estradas não é das melhores. É difícil encontrar bons lugares para comer e beber. Compramos em um mercado pão, queijo, presunto e fizemos os sanduíches, que foram salvadores.

         Já no final da tarde, casados, voltamos ao hostel, tomamos banho e pensamos em ir para um barzinho (existem muitos em Cusco) mas a chuva, o cansaço e a necessidade de acordar bem cedo no dia seguinte, nos levou para a cama bem cedo.

25 julho 2013

3˚dia – Porto Maldonado – Cusco.

         No dia seguinte, pulamos cedo da cama (como em todos os dias do mochilão), demos uma volta na praça, tomamos café e pegamos mais um torito até a rodoviária, para nossa viagem de ônibus para Cusco (500 km) que saía às 10:00. A rodoviária da cidade é nova.
         A cidade de Porto Maldonado, durante o dia, é bem suja de lama. Por coincidência, os brasileiros que haviam viajado conosco até Assis Brasil, estavam no mesmo ônibus para Cusco.
 A viagem foi surpreendente e muitos sentidos. O asfalto da rodovia era um tapete. O ziguezague de curvas estreitas era intenso. Passamos pela parte amazônica do Peru e entramos na famosa Cordilheira dos Andes. A paisagem mudava a cada minuto. Foi uma experiência super bacana. O ônibus também parava em muitas cidadezinhas do caminho. Mais uma vez, o contato com a realidade local nos fazia pensar sobre o mundo, a vida.
       
         Paramos em uma dessas vilas encravadas nos Andes para almoçar. Era a casa de um dos populares, que fez da sua sala uma espécie de restaurante para os viajantes. A princípio, um choque, mas isso voltou a se repetir o tempo todo do mochilão, afinal a miséria é grande nos dois países e a população local se vira como pode. Apesar do nosso receio e a dificuldade de comunicação, o almoço foi delicioso.
         Seguimos viagem e conforme subíamos a montanha, o frio aumentava e a neve apareceu a ponto de pedirmos para o motorista parar por alguns minutos para descermos, brincarmos na neve e tirarmos algumas fotos. Paramos até para comprar um cacho enorme de bananas por apenas R$ 3,00.

         Chegamos à rodoviária de Cusco já era noite. Pegamos um táxi até a Praça de Armas, local central da cidade e fomos procurar um hostel para dormir, afinal nossa reserva no Albergue Municipal era apenas para o dia seguinte. Batemos em muitos lugares, mas poucos tinham vagas. Acabamos dormindo em um local não muito bom, localizado na Avenida Garcilaso, mas a canseira de mais um dia longo de viagem, nos fez dormir rápido. Antes comemos uma pizza.



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